Notícias


FOI NOTÍCIA EM: JULHO
 

In Correio da Manhã - 30 Agosto 2009


Cadáver de recluso encontrado no Rio Douro

 

A Polícia Marítima encontrou, este domingo no rio Douro, o cadáver do recluso que fugiu quinta-feira da prisão de Custóias, Matosinhos.


Fonte do Comando Metropolitano do Porto da PSP, afirmou que o homem possuia no bolso 'a chave do carro de um guarda prisional, que utilizou na sua fuga'.

O homem, de 54 anos, que cumpria uma pena de cinco anos e nove meses por violência doméstica e tentativa de homicídio da mulher, trabalhava em regime aberto num dos refeitórios da prisão, beneficiando da confiança da Direcção do estabelecimento.

O evadido terá tentado fazer o percurso entre Matosinhos e o Porto. No entanto, um erro no caminho fê-lo abandonar a viatura do guarda a meio da ponte do Freixo. A Polícia Marítima iniciou, então, as buscas no rio Douro, tendo encontrado o corpo já sem vida pouco depois das 8h00.

 


In Público - 28 Agosto 2009


Siza: Medalha de mérito atribuída a arquitectos devia ser "medalha de resistência cultural"

 

Siza: Medalha de mérito atribuída a arquitectos devia ser "medalha de resistência cultural"

O arquitecto Álvaro Siza Vieira disse hoje, em Leça da Palmeira, que a medalha de mérito cultural que recebeu, quando atribuída a arquitectos, devia chamar-se "medalha de resistência cultural".

O arquitecto falava depois de ter recebido a medalha atribuída pelo ministro da Cultura, numa cerimónia que decorreu no primeiro edifício público projectado pelo arquitecto, a Casa de Chá da Boa Nova, situada em Leça da Palmeira (Matosinhos).

"Isto sensibiliza-me muito, ainda mais porque esta cerimónia é feita na minha terra, no primeiro edifício público que desenhei, numa zona a que estou muito ligado, como projectista, mas também humanamente, porque vinha aqui tomar banho muitas vezes, noutras alturas", disse Álvaro Siza Vieira, em declarações aos jornalistas.

A ocasião serviu, também, para o arquitecto lembrar que a obra devia ter sido feita por Fernando Távora. "Antes disto tinha feito umas três casinhas em Matosinhos. Esta foi a primeira obra pública importante, feita em circunstâncias muito especiais: foi feito um concurso e o arquitecto Távora, com quem eu trabalhava, teve de se ausentar e disse aos colaboradores, tudo gente nova, vocês façam que eu assino. Assim foi feito", recordou Siza Vieira.

O ministro da Cultura explicou que a medalha pretende ser "um agradecimento a Siza Vieira, por fazer o que faz, e sobretudo por ser quem é". Pinto Ribeiro teve em conta o contributo do arquitecto para a arquitectura e a arte, "o papel criativo extraordinário", mas, também, o facto de Siza ser uma pessoa "muito preocupada socialmente".

O cineasta Manoel de Oliveira foi uma das personalidades convidadas para estar presente na cerimónia de homenagem a Siza Vieira e fez saber que pretende filmar as suas obras.

"É um jovem. Eu, ao pé dele, sinto-me cansado. A última vez que estivemos juntos disse-me: Vamos pelo mundo fora, eu filmo e conversamos. Eu fiquei preocupado e disse 'mas isso é muito longe'. Ele perguntou 'E depois? É para isso que servem os aviões. Eu devo ter ficado ainda mais preocupado e ele disse 'Não se preocupe, eu tenho dois filmes a fazer antes, o seu será só depois'", descreveu o arquitecto. Manoel de Oliveira confirmou, aos jornalistas, que "gostava que fosse possível" fazer um filme sobre a obra de Siza Vieira, adiantando que "a ideia é precisa", falta é a acertar a possibilidade de avançar com o projecto, que, alertou, é preciso financiamento.

O cineasta já recebeu a medalha de mérito cultural que hoje foi entregue a Siza Vieira, mas fez questão de elogiar o arquitecto. "Já recebi, com menos mérito do que Siza Vieira, que admiro muito e que é um homem extraordinário, reconhecido em todo o mundo. Eu ando um pouco à roda disso, mas um pouco mais por baixo", afirmou.



 

In TVI - 28 Agosto 2009


Recluso foge com carro de guarda prisional

 

Um homem, que cumpria pena por tentativa de homicídio da mulher, conseguiu, na quinta-feira, fugir da prisão de Custóias, em Matosinhos. O detido aproveitou o facto de estar a lavar o automóvel de um guarda prisional e pôs-se em fuga na viatura, desconhecendo-se o seu paradeiro.

Com 54 anos, o foragido encontrava-se a cumprir uma pena de cinco anos e nove meses por violência doméstica e tentativa de homicídio da mulher. O recluso trabalhava em regime aberto num dos refeitórios da prisão de Custóias, beneficiando da confiança da Direcção do estabelecimento prisional, noticia o «Jornal de Notícias».

Por volta do meio-dia de quinta-feira, o recluso terá sido incumbido da tarefa de lavar a viatura de um guarda prisional. O indivíduo, gozando de alguma liberdade de movimentos, terá conseguido furtar a chave do automóvel e fugiu.

Abandonou a viatura pelo caminho

O evadido terá tentado fazer o percurso Matosinhos ¿ Porto, pensa-se que com a ideia de ir ter com a mulher, que trabalha na zona de Campanhã/Bonfim. No entanto, um erro no caminho fê-lo abandonar a viatura do guarda a meio da ponte do Freixo.

Já sem o recluso por perto, o automóvel acabou por provocar um acidente envolvendo um agente da PSP da Escola Segura. Um veículo terá tentado desviar-se repentinamente da viatura parada, provocando o embate do motociclo onde seguia o agente de autoridade. O polícia, de 41 anos, ficou com algumas escoriações, tendo sido transportado para o hospital de S.João, no Porto.

Antes do acidente, uma testemunha ligou para a polícia a dizer que tinha visto um vulto a atirar-se da ponte. Os mergulhadores dos Sapadores do Porto foram mobilizados para o local, mas as buscas acabaram por ser infrutíferas.

A Direcção-Geral dos Serviços Prisionais está agora a averiguar a situação, tendo aberto um inquérito para apurar as circunstâncias da fuga, nomeadamente como foi possível um recluso passar a segurança dos portões da cadeia. Segundo a mesma entidade, estão ainda a ser feitas operações de busca, na tentativa de localizarem o foragido.

Em apenas meio ano, mais precisamente desde o dia 1 de Janeiro até ao dia 7 de Agosto, foram registadas 14 evasões das cadeias portuguesas. Deste número constam 19 reclusos que tentaram fugir mas todos foram recapturados pelas autoridades.

 

 


In Expresso- 26 Agosto 2009


Latas de conserva da Ramirez encontradas na despensa de Hitler

 

A Ramirez é a mais antiga marca portuguesa e na sua origem coexistiu com uma fábrica de tecidos.

No ano em que morreria Dona Maria II e rebentava a guerra da Crimeia, o andaluz Sebastian Ramirez descia o Guadiana e fundava em Vila Real de Santo António a primeira conserveira portuguesa.

O investimento combinava a preparação de atum em salmoura com a produção de tecidos e fardas. Mas depressa a família abandonou o têxtil e se concentrou no negócio que lhe daria fama e proveito. Na sua peregrinação fabril, passou por Albufeira, Olhão e Setúbal antes de se focar em Matosinhos e Peniche, quando a escassez de matéria-prima ditou o encerramento de Vila Real de Santo António.

Cinco gerações depois, a Ramirez permanece como uma das marcas mais antigas do mundo a operar no mercado. Por ano, mais de 20 milhões de latas viajam para 35 mercados. Até no bunker de Hitler foram encontradas três latas de sardinhas made in Portugal.

Manuel Ramirez puxa de documentos para falar do passado. O futuro pertence aos seus dois filhos, os herdeiros do negócio familiar. A fundação da marca, em 1853, diz ele, "está certificada no primeiro cadastro realizado pelo Consórcio Português de Conservas de Peixe". A unidade iniciara a actividade sob a direcção de um mestre conserveiro catalão, que aprendera a tecnologia emergente na Bretanha.


"O peixe chegava à lota a qualquer hora do dia ou da noite e os potentes apitos da fábrica convocavam os trabalhadores, na sua maioria mulheres", diz Manuel Ramirez.

Os operários "trabalhavam a partida do atum e depois regressavam a casa até que chegasse um novo barco". Este modelo só se alteraria radicalmente com a vulgarização da tecnologia do frio, na década de 60 do século passado, eliminando o carácter sazonal da actividade.

Em 1908, a unidade de conservas empregava 16 soldadores, 40 operários, 160 mulheres e seis paquetes. Na altura, o salário diário dos operários oscilava entre 400 e 900 réis e os pescadores recebiam 12 vinténs e 10% do valor da pesca.

Sebastian Ramirez combinou a diversificação de produtos com a expansão geográfica. Acrescentou a cavala e a sardinha ao portefólio da marca, focada desde sempre na exportação para grandes países como a Espanha, Brasil e Itália. Durante muitos anos liderou o mercado italiano de atum, através da exportação recorrendo a latas de formato gigante de 5 e 10 quilogramas.

A sucessão de Sebastian Ramirez foi assegurada por dois dos cinco filhos. Dos outros, dois teriam mortes trágicas, causadas por uma queda e por um naufrágio, e um terceiro lançara negócios próprios em Espanha. Frederico tornou-se conselheiro e político, o irmão Manuel passou a conduzir o barco da família. Foi ele que verticalizou a empresa, desde a pesca ao fabrico das embalagens.

Reconhecendo que a indústria conserveira depende da incerteza do mar e das condições dos mercados, Manuel tomou a decisão arrojada de lançar ao mar o primeiro galeão sardinheiro a vapor português, o "Nossa Senhora da Encarnação". "O meu avô revelou-se visionário pois foi com ele que a marca encetou um programa de expansão internacional e de fidelização dos mercados", diz Manuel Ramirez.


Na fábrica de Vila Real de Santo António (foto dos anos 30), os operários eram convocados pelas sirenes quando chegava o atum

Foi, todavia, com as guerras que o negócio da Ramirez e da generalidade da indústria conserveira portuguesa prosperou. Se no fim do século XIX Portugal tinha 76 fábricas, no fim da Primeira Guerra Mundial, o universo alarga-se para 300. A empresa percebeu que "o consumo era anormal e transitório" e, ao contrário de outros concorrentes, aguentou-se na ressaca dos anos 20. Ainda assim, sofreu com a pressão de preços e a depressão em que o sector mergulhou e que levaria até Oliveira Salazar a publicar um diagnóstico sobre as ameaças que as conservas enfrentavam.

A Segunda Guerra Mundial ajuda à retoma. Portugal beneficia do facto de ser dos raros países com a produção a funcionar. A Ramirez fornece a Cruz Vermelha e exporta para mercados como a Bélgica, Reino Unido e Alemanha. Por isso, a família não estranhou um telefonema do seu agente em Hamburgo, no início dos anos 50, dando conta que tinham na sua posse três latas muito especiais. Eram conservas de sardinha em azeite que tinham sido recolhidas do bunker de Hitler. "Não sei como lhe foram parar às mãos, lembro-me que as enviou ao meu pai", recorda Manuel Ramirez. Meses depois, a família decidiu prová-las, verificando que estavam em perfeito estado de conservação. "Estavam óptimas", recorda o empresário que aproveita o episódio para troçar das leis europeias que impõem um prazo de caducidade a todos os produtos.

Nessa altura, já a família Ramirez rumara ao Norte e escolhera Matosinhos como sua base fabril. Os ventos da indústria estavam a mudar. Os anos 50 são marcados pela crescente escassez de atum. A Ramirez recorre à refrigeração e, mais tarde, inova nas latas de abertura fácil. Há quatro anos, refrescou a sua identidade corporativa, adoptando as cores da bandeira portuguesa para vincar a sua origem.

O efeito Chávez


Em 2008, pela primeira vez, a exportação da Ramirez superou o mercado doméstico (51% vs. 49%). A este resultado não é alheio o contrato assinado com o Governo de Chávez, no âmbito do programa de troca de petróleo por alimentos. A marca já operava na Venezuela, mas a sua presença era residual.

O negócio de €3 milhões (4 milhões de latas) foi um impulso valioso nas vendas de €20 milhões da empresa. A marca Ramirez representa metade. Este ano, a exportação volta a crescer. Com unidades em Leça da Palmeira e Peniche, a conserveira vende por ano 40 milhões de latas, distribuídas pelas suas 14 marcas, algumas das quais criadas para mercados específicos como o árabe ou do Benelux. China e Japão são os novos mercados de exportação da Ramirez, adaptando os sabores às tradições locais.

Cronologia


1824 Surge a primeira fábrica de conservas de sardinha, em Nantes;

1853 Sebastian Ramirez funda, em Vila Real de Santo António, a sociedade S. Ramirez, que se dedica ao fabrico de tecidos e à salga de atum. Nascia a primeira fábrica portuguesa de conservas;

1865 Ramirez articula a sua fábrica de salga com uma unidade de preparação de conservas de atum em azeite;

1890 A conserveira adopta o autoclave, que permite obter rapidamente a temperatura desejada e reduz o tempo de esterilização;

1904 A Ramirez recebe o primeiro de cinco Grand Prix, em Londres;

1906 Conquista os mercados da Bélgica, Holanda e Luxemburgo, ainda hoje rendidos às sardinhas que a empresa comercializa com marcas próprias;

1908 É fundada a Ramirez & C.ª Lda, com sede em Vila Real de Santo António;

1910 Em Maio, são constituídas mais duas empresas, com sede em Albufeira e Olhão;

1928 Depois de Setúbal, a marca passa a ser produzida em Matosinhos, em instalações precárias;

1931 Em Dezembro, o ministro das Finanças, António de Oliveira Salazar, publica um diagnóstico sobre a indústria conserveira;

1946 Em Abril, a Ramirez inicia a construção da nova fábrica de Matosinhos;

1959 Emílio Ramirez adquire uma unidade produtiva em Peniche;

1968 Desaparecem as armações de pesca do atum. A última grande companha é realizada em Tavira;

1972 Surgem as latas de conservas de abertura fácil, com argola, uma estreia mundial da Ramirez;

1992 Renovação da imagem e do logo-símbolo da marca;

1996 Escassez de matéria-prima leva fábrica de Vila Real de Santo António a fechar;

2003 A marca e a empresa comemoram 150 anos de actividade;

2005 Adopta as cores da bandeira nacional nas suas latas para vincar a origem portuguesa;

2009 Cria um Centro de Nutrição, em parceria com a Universidade do Porto

 


In Correio da Manhã- 23 Agosto 2009


Levaram volante de Smart

Roubo de “profissionais” a automóvel em Matosinhos

Ao entrar dentro do carro preparava-se para meter a chave na ignição quando percebeu que o volante tinha desaparecido. Para Vítor Maganinho, de 38 anos, não há dúvidas que o roubo ao seu Smart, anteontem em Matosinhos, foi obra de profissionais.


"Falei com um polícia e com pessoal do stand que me disseram que estas situações têm-se repetido com frequência. Quando entrei no carro não dei por nada, a porta nem sequer estava forçada. Só quando ia arrancar é que me apercebi", disse ao CM. Segundo a vítima, o valor do volante pode atingir os mil euros. "Acho estranho haver tantos à venda na internet."



In Expresso - 21 Agosto 2009


Edições de autor e lançamentos de independentes vingam na "rentrée" discográfica

 

A "rentrée" da edição de música portuguesa faz-se, nos próximos meses, com algumas dezenas de lançamentos, grande parte deles protagonizados por editoras independentes e por artistas que arriscam por conta própria.

São os casos de Paulo Furtado, que sob o signo de Legendary Tigerman lançará em Setembro o álbum "Femina", e de Minta, projecto de Francisca Cortesão, que gravou por conta e risco o álbum "Minta & The Brook Trout", a sair em Outubro.

Os Dead Combo editam também, em nome próprio, no próximo Outono o primeiro álbum ao vivo, gravado no Hot Clube de Portugal, e os Blind Zero arriscam avançar sem editora para o lançamento de "Luna Park".

Pela editora de David Ferreira sairá em Outubro o segundo álbum de solos do pianista António Pinho Vargas. Com o selo da Enchufada estrear-se-ão os Orelha Negra, colectivo de músicos portugueses em torno de uma fusão sonora de várias culturas musicais.

Da profícua etiqueta independente Flor Caveira sairão entre Setembro e Outubro um novo álbum de Samuel Úria e o registo de estreia de Diabo na Cruz, liderado por Jorge Cruz.

"Coração Pneumático" é o título do segundo álbum dos Mikado Lab, do baterista Marco Franco, a ser apresentado a 05 de Setembro, e para os próximos meses espera-se um novo registo de Sharyar Mazgani.

Prontos a editar na próxima semana, estão os segundos álbuns dos La La La Ressonance ("Outdoor") e dos Ölga ("La Resistance").

Sem data está o novo registo dos Gaiteiros de Lisboa, que conta com a participação de Sérgio Godinho e Ana Bacalhau, dos Deolinda.

A Clean Feed, a mais internacional das editoras portuguesas de jazz, prepara-se para lançar novo álbum do pianista Júlio Resende, um registo ao vivo de Zé Eduardo, a "jazzar" no Convento dos Capuchos, e de Bernardo Sassetti com o trio do acordeonista Will Holshouser.

A Difference aposta no fado de Ana Laíns, em "Vida", e em colectâneas sobre divas do fado, enquanto a Movieplay recupera repertório com a colecção "Os fados da Alvorada".

Todos eles são, a título de exemplo, registos que nuns casos complementam, noutros preenchem espaços vazios no mercado discográfico português, em paralelo ao trabalho das maiores editoras discográficas, como a EMI, a Universal ou a iPlay.

Dez anos depois da morte, Amália Rodrigues é recordada pela Valentim de Carvalho com a edição, totalmente remasterizada, do álbum "Com que voz".

Raul Solnado, recentemente falecido, será homenageado pela iPlay com o lançamento de uma caixa, ainda sem data definida, com gravações de cinquenta anos de trabalho na comédia e representação.

David Fonseca edita novo álbum pela Universal só em Outubro mas já deu a conhecer um dos temas, "A cry 4 love".

Apesar de não avançar data, é este ano ainda que Pedro Abrunhosa vai editar o sucessor de "Luz", do qual se conhece o tema "Fazer o que ainda não foi feito", gravado com um novo naipe de músicos, os Komité Kaviar.

O fim do Verão traz, pela mão da EMI, um novo projecto de música electrónica - Teratron - conduzido por dois músicos portugueses conhecidos mas que, por enquanto, não querem dar a cara. É a música que prevalece, dizem.

Inspirado pelos Beatles, Jorge Palma e Rui Veloso, estreia-se em Setembro João Só e Abandonados, com um álbum de rock em português.

A iPlay lança em Outubro o álbum "Fados de Amor e Pecado", de João Gil para a voz de Ana Sofia Varela, e em Novembro "Pássaro Cego", de Manuel Paulo, com a cantora cabo-verdiana Nancy Vieira. Ambos têm a assinatura de João Monge nas composições.

De Leça da Palmeira e Matosinhos regressa em Setembro o hip hop dos Mundo Secreto, com o um novo álbum, homónimo.

Pela Farol, sairão em breve um novo álbum de originais de José Cid e também "Fados de Amor e Raiva", de Jorge Fernando, com Ana Moura, o rapper Sam the Kid e o cantor italiano Lucio Dalla.

Susana Félix, Viviane, Mafalda Arnauth e Luanda Cozetti juntam-se em "Rua da Saudade", um disco de tributo a José Carlos Ary dos Santos, com o selo da Farol.

 


 

In JN - 20 Agosto 2009


Símbolo no boletim de voto não é para todos

Independentes são identificados apenas por um número romano. Narciso contestou e juiz deu-lhe razão

 

Os candidatos independentes às Câmaras não têm direito a apresentar o símbolo que os identifica no boletim de voto. A lei manda que seja sorteado um número romano. Narciso Miranda contestou e o tribunal deu-lhe razão.

Ao contrário dos partidos políticos, os candidatos independentes às autarquias locais não têm o símbolo que os identifica junto ao quadrado onde se coloca o "X" no boletim de voto. A Lei Orgânica nº1/2001 de 14 de Agosto determina que, para os grupos de cidadãos eleitores, se sorteie um número romano, de I a XX. O que não facilita a vida a quem vai votar, sobretudo, a analfabetos.

Na passada segunda-feira, último dia para entrega das listas às autárquicas, deu entrada no Tribunal de Matosinhos um requerimento da candidatura de Narciso Miranda a questionar a constitucionalidade da lei que trata de forma diferente os independentes e os partidos no boletim de voto.

Anteontem, na hora do sorteio do número romano a atribuir à única candidatura independente em Matosinhos, a juiz analisou o requerimento e decidiu deferi-lo. Segundo consta da acta afixada ontem à tarde no tribunal, os mandatários das candidaturas do PS e da CDU manifestaram-se contra o deferimento. A decisão do Tribunal de Matosinhos é irrecorrível, tal como refere a legislação em vigor (ler caixa).

No auto de sorteio afixado, a juiz entende que impossibilitar os grupos de cidadãos de serem identificados por símbolos próprios "constituiria uma violação ao princípio da igualdade relativamente às candidaturas dos partidos políticos e das coligações".

O símbolo no boletim de voto é mais uma dificuldade que, por força da lei de 2001, os independentes têm de enfrentar no processo eleitoral. Conforme o JN noticiou recentemente, as candidaturas independentes são forçadas a pagar IVA nas suas campanhas enquanto que os partidos políticos estão isentos.

Sobre esta questão, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) admitiu que a lei que obriga os independentes a suportar o IVA põe em causa a igualdade de candidaturas. O parecer da CNE surgiu em resposta a um pedido de esclarecimento apresentado por Narciso Miranda. O autarca pediu ao provedor de Justiça que considere a lei inconstitucional.

Mas as dificuldades não ficam por aqui. Para formalizarem uma candidatura a uma autarquia, os independentes têm de recolher mais assinaturas do que para formar um partido político.

Veja-se o caso de Matosinhos: as candidaturas independentes implicam a apresentação de 12369 assinaturas. Para requerer a inscrição de um partido são necessárias 7500 assinaturas de cidadãos eleitores, diz a Lei dos Partidos Políticos.

 


In Expresso - 19 Agosto 2009


Investimento de 50 milhões de euros, publico e privado, na requalificação da orla costeira

 

O presidente da Câmara Municipal de Matosinhos destacou hoje a existência de um programa que ascende a cerca de 50 milhões de euros na requalificação da orla costeira do concelho.

O programa, segundo disse, compreende um vasto conjunto de obras, umas financiadas pelo QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) e outras de carácter particular, entre novas vias, parques de estacionamento, equipamentos e um passadiço ao longo das praias locais.

Guilherme Pinto deu estas informações durante uma visita que o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), Carlos Lage, efectuou a algumas dessas obras.

"Graças ao investimento da autarquia, comparticipado pelo QREN, temos nesta orla costeira uma renovação quase completa dos equipamentos de praia", referiu o autarca.

Guilherme Pinto frisou que alguns empresários particulares estão a acompanhar a autarquia neste esforço, tendo mencionado como "bom exemplo" o restaurante que abriu na Praia da Quebrada, agora também servida por um novo aparcamento automóvel.

O investimento privado ao longo do litoral norte de Matosinhos ascende, segundo o autarca, aos 10 milhões de euros, que se juntam aos cerca de 20 milhões de euros de investimentos que a Câmara fez e está a fazer e mais 10 milhões na requalificação da marginal de Leça da Palmeira.

Segundo Guilherme Pinto, "falta apenas concluir um parque de estacionamento na zona do Cabo do Mundo, frente à refinaria da Petrogal, que, por razões que têm a ver com a tranquilidade da época balnear, se entendeu começar após esta acabar".

O responsável autárquico revelou que agora há sete parques de estacionamento e 12 quilómetros de passadiço em 16 praias, nove das quais distinguidas, este ano, com a bandeira azul.

"A orla costeira de Matosinhos conheceu, graças ao apoio do QREN, uma revolução total, que no próximo ano se vai completar quando estiver executada a Via Atlântica que também já tem financiamento do QREN", acrescentou.

A Via Atlântica, orçada em 10 milhões de euros, é uma estrada marginal, entre o extremo norte da refinaria da Petrogal e Angeiras, na freguesia de Lavra, cuja construção começará em Outubro.

Carlos Lage explicou que a sua visita a estas obras em Matosinhos teve como única preocupação "verificar a progressão da execução do investimentos, questão que é para a CCDRN verdadeiramente essencial".

"Matosinhos é um dos municípios que tem sabido conquistar mais financiamento de índole comunitária para o seu espaço municipal", realçou o presidente da Comissão de Coordenação Norte.

 


In Correio da Manhã- 13 Agosto 2009

 

Matosinhos:
Agentes da Polícia Municipal revoltados


Acusam Câmara de dívida

Os agentes da Polícia Municipal (PM) de Matosinhos queixam-se de não receber o pagamento das horas extraordinárias há seis meses. A dívida chega, em alguns casos, a cerca de mil euros e está a gerar revolta no efectivo policial. Contactado pelo CM, o comandante da Protecção Civil, Salgado Rosa, desmente a acusação e diz que apenas os subsídios de fim de Março e Maio estão em débito, mas ressalva que o é "a pedido dos próprios agentes, devido aos descontos mensais que fazem".

A versão dos polícias municipais é bem diferente. "Desde Fevereiro que não nos pagam. A justificação que nos deram foi a de que com a mudança de lei, que entrou em vigor em Janeiro de 2009, é necessário lançar os mapas do pessoal, no início do ano, e que isso não foi feito", disse um agente da PM.

As fontes ouvidas pelo CM afirmam que o conflito entre os agentes e a hierarquia se agravou na passada segunda-feira, quando numa reunião com o coordenador-principal da PM, António Gil Vaz, o problema foi colocado.

"A resposta fez-se em tom de ameaça. Disse-nos que se levantássemos muitas ondas, ficaríamos sem subsídio de turno, o que representa 25 por cento do vencimento. Para os agentes mais novos, que ganham muito mal, é uma forma de pressão muito grande", revelou a fonte. "Sentimo-nos descriminados", acrescentou.

O comandante Salgado Rosa responde com surpresa. "Não temos problema em pagar, como nunca tivemos. Estou muito surpreendido com essas acusações porque foi a pedido deles que não pagámos ao ser alertados para a sobrecarga fiscal", salientou. Ao que apurámos há já agentes que estão a negar fazer horas extraordinárias, o que está a gerar complicações a quem faz o escalonamento do pessoal.

PORMENORES

46 ELEMENTOS

O efectivo da PM de Matosinhos é de 46 elementos.

FERIADOS

Os agentes queixam-se ainda de discriminação pelo facto de o trabalho em dia de feriado não ser pago a 200% e de não terem direito a um dia de folga.

SERVIÇOS IMPORTANTES

Salgado Rosa diz que não há recusas a fazer horas extraordinárias. "Eles até pedem, porque é uma forma subir os ordenados baixos."

COMANDANTE

Salgado Rosa, enquanto ex- comandante da PM do Porto, foi testemunha no julgamento do autarca Nuno Cardoso.

 


In JN - 14 Agosto 2009


Homenagem a Daniela Mercury

 

Daniela Mercury foi ontem, quinta-feira ao final da tarde, homenageada na Junta de Freguesia de Perafita. A cantora brasileira recebeu o obelisco da Memória, símbolo da localidade, numa cerimónia simples, pautada pela boa disposição.

Com muitas pessoas a assistir a um momento "especial", como o descreveu o presidente da Junta de Freguesia de Perafita, Rui Lopes, o discurso da homenageada pautou-se pela relação cultural que existe entre Portugal e Brasil, salientando nutrir "um afecto grande pelos portugueses".

Em fase de lançamento do novo trabalho, "Canibália", a cantora veio a Portugal, onde actuou na noite de ontem na Praia da Memória, em Perafita, Matosinhos. Relativamente ao novo álbum, a cantora salientou a mistura de tendências musicais, assim como um dueto com Carmen Miranda e uma versão particular de uma canção de Sara Tavares, "One love" .

Daniela Mercury destacou a relação especial que mantém com as pessoas que a apoiam, dizendo que tenta "ficar o mais próxima possível" das mesmas.

A cantora ainda cantarolou algumas notas da sua música "Canto da cidade", lançando, desta forma, o concerto que viria a realizar à noite: "Espero que o meu canto seja da cor dessa cidade".

A brasileira enalteceu ainda o facto de se sentir "filha de Portugal duas vezes": por um lado, o Brasil é um país com raízes portugueses e, por outro, a baiana é "descendente de uma família portuguesa".

O galardão recebido pela intérprete simboliza o desembarque de D. Pedro IV e suas tropas, na Praia da Memória, em 1832, para lutar contra a monarquia absolutista que se havia instalado em Portugal e Rui Lopes lançou o paralelismo com a chegada da cantora brasileira ao mesmo local.

 


 

In Visão - 10 Agosto 2009


Narciso Miranda reuniu mais 7,637 assinaturas do que as exigidas

 

Narciso Miranda reuniu 18.976 assinaturas para formalizar a sua candidatura independente à Câmara de Matosinhos, mais 7.637 do que as exigíveis, disse hoje à Lusa o próprio candidato.

"Conseguimos mais 73 por cento do que as assinaturas necessárias para a Câmara e Assembleia Municipal e mais 54 por cento, em média, para as freguesias", sublinhou Narciso Miranda.

O candidato salientou que, ao verificar, hoje de madrugada, que o número de assinaturas "tinha ultrapassado muito as previsões", o staff de candidatura "abriu a primeira garrafa de champanhe".

   
 
 
 
 

Foi Notícia este mês:

Concelho Matosinhos

 

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SIC, Expresso e Visão com redacção unificada em Matosinhos em Junho de 2010

Xutos & Pontapés em Leça

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Desporto:

Académica de Leça subiu à 2ª Divisão Nacional de Futsal

Leça FC apresenta-se aos sócios com empate

Celta de Vigo tropeça ante um Leça voluntarioso