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In
Correio da Manhã - 30 Agosto 2009
Cadáver
de recluso encontrado no Rio Douro
A
Polícia Marítima encontrou, este domingo no
rio Douro, o cadáver do recluso que fugiu quinta-feira
da prisão de Custóias, Matosinhos.
Fonte do Comando Metropolitano do Porto da PSP, afirmou
que o homem possuia no bolso 'a chave do carro de um guarda
prisional, que utilizou na sua fuga'.
O
homem, de 54 anos, que cumpria uma pena de cinco anos e
nove meses por violência doméstica e tentativa
de homicídio da mulher, trabalhava em regime aberto
num dos refeitórios da prisão, beneficiando
da confiança da Direcção do estabelecimento.
O
evadido terá tentado fazer o percurso entre Matosinhos
e o Porto. No entanto, um erro no caminho fê-lo abandonar
a viatura do guarda a meio da ponte do Freixo. A Polícia
Marítima iniciou, então, as buscas no rio
Douro, tendo encontrado o corpo já sem vida pouco
depois das 8h00.
In
Público - 28 Agosto 2009
Siza:
Medalha de mérito atribuída a arquitectos
devia ser "medalha de resistência cultural"
Siza:
Medalha de mérito atribuída a arquitectos
devia ser "medalha de resistência cultural"
O
arquitecto Álvaro Siza Vieira disse hoje, em Leça
da Palmeira, que a medalha de mérito cultural que
recebeu, quando atribuída a arquitectos, devia chamar-se
"medalha de resistência cultural".
O
arquitecto falava depois de ter recebido a medalha atribuída
pelo ministro da Cultura, numa cerimónia que decorreu
no primeiro edifício público projectado pelo
arquitecto, a Casa de Chá da Boa Nova, situada em
Leça da Palmeira (Matosinhos).
"Isto
sensibiliza-me muito, ainda mais porque esta cerimónia
é feita na minha terra, no primeiro edifício
público que desenhei, numa zona a que estou muito
ligado, como projectista, mas também humanamente,
porque vinha aqui tomar banho muitas vezes, noutras alturas",
disse Álvaro Siza Vieira, em declarações
aos jornalistas.
A
ocasião serviu, também, para o arquitecto
lembrar que a obra devia ter sido feita por Fernando Távora.
"Antes disto tinha feito umas três casinhas em
Matosinhos. Esta foi a primeira obra pública importante,
feita em circunstâncias muito especiais: foi feito
um concurso e o arquitecto Távora, com quem eu trabalhava,
teve de se ausentar e disse aos colaboradores, tudo gente
nova, vocês façam que eu assino. Assim foi
feito", recordou Siza Vieira.
O
ministro da Cultura explicou que a medalha pretende ser
"um agradecimento a Siza Vieira, por fazer o que faz,
e sobretudo por ser quem é". Pinto Ribeiro teve
em conta o contributo do arquitecto para a arquitectura
e a arte, "o papel criativo extraordinário",
mas, também, o facto de Siza ser uma pessoa "muito
preocupada socialmente".
O
cineasta Manoel de Oliveira foi uma das personalidades convidadas
para estar presente na cerimónia de homenagem a Siza
Vieira e fez saber que pretende filmar as suas obras.
"É
um jovem. Eu, ao pé dele, sinto-me cansado. A última
vez que estivemos juntos disse-me: Vamos pelo mundo fora,
eu filmo e conversamos. Eu fiquei preocupado e disse 'mas
isso é muito longe'. Ele perguntou 'E depois? É
para isso que servem os aviões. Eu devo ter ficado
ainda mais preocupado e ele disse 'Não se preocupe,
eu tenho dois filmes a fazer antes, o seu será só
depois'", descreveu o arquitecto. Manoel de Oliveira
confirmou, aos jornalistas, que "gostava que fosse
possível" fazer um filme sobre a obra de Siza
Vieira, adiantando que "a ideia é precisa",
falta é a acertar a possibilidade de avançar
com o projecto, que, alertou, é preciso financiamento.
O
cineasta já recebeu a medalha de mérito cultural
que hoje foi entregue a Siza Vieira, mas fez questão
de elogiar o arquitecto. "Já recebi, com menos
mérito do que Siza Vieira, que admiro muito e que
é um homem extraordinário, reconhecido em
todo o mundo. Eu ando um pouco à roda disso, mas
um pouco mais por baixo", afirmou.
In
TVI - 28 Agosto 2009
Recluso
foge com carro de guarda prisional
Um
homem, que cumpria pena por tentativa de homicídio
da mulher, conseguiu, na quinta-feira, fugir da prisão
de Custóias, em Matosinhos. O detido aproveitou o
facto de estar a lavar o automóvel de um guarda prisional
e pôs-se em fuga na viatura, desconhecendo-se o seu
paradeiro.
Com
54 anos, o foragido encontrava-se a cumprir uma pena de
cinco anos e nove meses por violência doméstica
e tentativa de homicídio da mulher. O recluso trabalhava
em regime aberto num dos refeitórios da prisão
de Custóias, beneficiando da confiança da
Direcção do estabelecimento prisional, noticia
o «Jornal de Notícias».
Por
volta do meio-dia de quinta-feira, o recluso terá
sido incumbido da tarefa de lavar a viatura de um guarda
prisional. O indivíduo, gozando de alguma liberdade
de movimentos, terá conseguido furtar a chave do
automóvel e fugiu.
Abandonou
a viatura pelo caminho
O
evadido terá tentado fazer o percurso Matosinhos
¿ Porto, pensa-se que com a ideia de ir ter com a
mulher, que trabalha na zona de Campanhã/Bonfim.
No entanto, um erro no caminho fê-lo abandonar a viatura
do guarda a meio da ponte do Freixo.
Já
sem o recluso por perto, o automóvel acabou por provocar
um acidente envolvendo um agente da PSP da Escola Segura.
Um veículo terá tentado desviar-se repentinamente
da viatura parada, provocando o embate do motociclo onde
seguia o agente de autoridade. O polícia, de 41 anos,
ficou com algumas escoriações, tendo sido
transportado para o hospital de S.João, no Porto.
Antes
do acidente, uma testemunha ligou para a polícia
a dizer que tinha visto um vulto a atirar-se da ponte. Os
mergulhadores dos Sapadores do Porto foram mobilizados para
o local, mas as buscas acabaram por ser infrutíferas.
A
Direcção-Geral dos Serviços Prisionais
está agora a averiguar a situação,
tendo aberto um inquérito para apurar as circunstâncias
da fuga, nomeadamente como foi possível um recluso
passar a segurança dos portões da cadeia.
Segundo a mesma entidade, estão ainda a ser feitas
operações de busca, na tentativa de localizarem
o foragido.
Em
apenas meio ano, mais precisamente desde o dia 1 de Janeiro
até ao dia 7 de Agosto, foram registadas 14 evasões
das cadeias portuguesas. Deste número constam 19
reclusos que tentaram fugir mas todos foram recapturados
pelas autoridades.
In
Expresso- 26 Agosto 2009
Latas
de conserva da Ramirez encontradas na despensa de Hitler
A
Ramirez é a mais antiga marca portuguesa e na sua
origem coexistiu com uma fábrica de tecidos.
No
ano em que morreria Dona Maria II e rebentava a guerra da
Crimeia, o andaluz Sebastian Ramirez descia o Guadiana e
fundava em Vila Real de Santo António a primeira
conserveira portuguesa.
O
investimento combinava a preparação de atum
em salmoura com a produção de tecidos e fardas.
Mas depressa a família abandonou o têxtil e
se concentrou no negócio que lhe daria fama e proveito.
Na sua peregrinação fabril, passou por Albufeira,
Olhão e Setúbal antes de se focar em Matosinhos
e Peniche, quando a escassez de matéria-prima ditou
o encerramento de Vila Real de Santo António.
Cinco
gerações depois, a Ramirez permanece como
uma das marcas mais antigas do mundo a operar no mercado.
Por ano, mais de 20 milhões de latas viajam para
35 mercados. Até no bunker de Hitler foram encontradas
três latas de sardinhas made in Portugal.
Manuel
Ramirez puxa de documentos para falar do passado. O futuro
pertence aos seus dois filhos, os herdeiros do negócio
familiar. A fundação da marca, em 1853, diz
ele, "está certificada no primeiro cadastro
realizado pelo Consórcio Português de Conservas
de Peixe". A unidade iniciara a actividade sob a direcção
de um mestre conserveiro catalão, que aprendera a
tecnologia emergente na Bretanha.
"O peixe chegava à lota a qualquer hora do dia
ou da noite e os potentes apitos da fábrica convocavam
os trabalhadores, na sua maioria mulheres", diz Manuel
Ramirez.
Os
operários "trabalhavam a partida do atum e depois
regressavam a casa até que chegasse um novo barco".
Este modelo só se alteraria radicalmente com a vulgarização
da tecnologia do frio, na década de 60 do século
passado, eliminando o carácter sazonal da actividade.
Em
1908, a unidade de conservas empregava 16 soldadores, 40
operários, 160 mulheres e seis paquetes. Na altura,
o salário diário dos operários oscilava
entre 400 e 900 réis e os pescadores recebiam 12
vinténs e 10% do valor da pesca.
Sebastian
Ramirez combinou a diversificação de produtos
com a expansão geográfica. Acrescentou a cavala
e a sardinha ao portefólio da marca, focada desde
sempre na exportação para grandes países
como a Espanha, Brasil e Itália. Durante muitos anos
liderou o mercado italiano de atum, através da exportação
recorrendo a latas de formato gigante de 5 e 10 quilogramas.
A
sucessão de Sebastian Ramirez foi assegurada por
dois dos cinco filhos. Dos outros, dois teriam mortes trágicas,
causadas por uma queda e por um naufrágio, e um terceiro
lançara negócios próprios em Espanha.
Frederico tornou-se conselheiro e político, o irmão
Manuel passou a conduzir o barco da família. Foi
ele que verticalizou a empresa, desde a pesca ao fabrico
das embalagens.
Reconhecendo
que a indústria conserveira depende da incerteza
do mar e das condições dos mercados, Manuel
tomou a decisão arrojada de lançar ao mar
o primeiro galeão sardinheiro a vapor português,
o "Nossa Senhora da Encarnação".
"O meu avô revelou-se visionário pois
foi com ele que a marca encetou um programa de expansão
internacional e de fidelização dos mercados",
diz Manuel Ramirez.
Na fábrica de Vila Real de Santo António (foto
dos anos 30), os operários eram convocados pelas
sirenes quando chegava o atum
Foi,
todavia, com as guerras que o negócio da Ramirez
e da generalidade da indústria conserveira portuguesa
prosperou. Se no fim do século XIX Portugal tinha
76 fábricas, no fim da Primeira Guerra Mundial, o
universo alarga-se para 300. A empresa percebeu que "o
consumo era anormal e transitório" e, ao contrário
de outros concorrentes, aguentou-se na ressaca dos anos
20. Ainda assim, sofreu com a pressão de preços
e a depressão em que o sector mergulhou e que levaria
até Oliveira Salazar a publicar um diagnóstico
sobre as ameaças que as conservas enfrentavam.
A
Segunda Guerra Mundial ajuda à retoma. Portugal beneficia
do facto de ser dos raros países com a produção
a funcionar. A Ramirez fornece a Cruz Vermelha e exporta
para mercados como a Bélgica, Reino Unido e Alemanha.
Por isso, a família não estranhou um telefonema
do seu agente em Hamburgo, no início dos anos 50,
dando conta que tinham na sua posse três latas muito
especiais. Eram conservas de sardinha em azeite que tinham
sido recolhidas do bunker de Hitler. "Não sei
como lhe foram parar às mãos, lembro-me que
as enviou ao meu pai", recorda Manuel Ramirez. Meses
depois, a família decidiu prová-las, verificando
que estavam em perfeito estado de conservação.
"Estavam óptimas", recorda o empresário
que aproveita o episódio para troçar das leis
europeias que impõem um prazo de caducidade a todos
os produtos.
Nessa
altura, já a família Ramirez rumara ao Norte
e escolhera Matosinhos como sua base fabril. Os ventos da
indústria estavam a mudar. Os anos 50 são
marcados pela crescente escassez de atum. A Ramirez recorre
à refrigeração e, mais tarde, inova
nas latas de abertura fácil. Há quatro anos,
refrescou a sua identidade corporativa, adoptando as cores
da bandeira portuguesa para vincar a sua origem.
O
efeito Chávez
Em
2008, pela primeira vez, a exportação da Ramirez
superou o mercado doméstico (51% vs. 49%). A este
resultado não é alheio o contrato assinado
com o Governo de Chávez, no âmbito do programa
de troca de petróleo por alimentos. A marca já
operava na Venezuela, mas a sua presença era residual.
O
negócio de €3 milhões (4 milhões
de latas) foi um impulso valioso nas vendas de €20
milhões da empresa. A marca Ramirez representa metade.
Este ano, a exportação volta a crescer. Com
unidades em Leça da Palmeira e Peniche, a conserveira
vende por ano 40 milhões de latas, distribuídas
pelas suas 14 marcas, algumas das quais criadas para mercados
específicos como o árabe ou do Benelux. China
e Japão são os novos mercados de exportação
da Ramirez, adaptando os sabores às tradições
locais.
Cronologia
1824 Surge a primeira fábrica de
conservas de sardinha, em Nantes;
1853
Sebastian Ramirez funda, em Vila Real de Santo António,
a sociedade S. Ramirez, que se dedica ao fabrico de tecidos
e à salga de atum. Nascia a primeira fábrica
portuguesa de conservas;
1865
Ramirez articula a sua fábrica de salga com uma unidade
de preparação de conservas de atum em azeite;
1890
A conserveira adopta o autoclave, que permite obter rapidamente
a temperatura desejada e reduz o tempo de esterilização;
1904
A Ramirez recebe o primeiro de cinco Grand Prix, em Londres;
1906
Conquista os mercados da Bélgica, Holanda e Luxemburgo,
ainda hoje rendidos às sardinhas que a empresa comercializa
com marcas próprias;
1908
É fundada a Ramirez & C.ª Lda, com sede
em Vila Real de Santo António;
1910
Em Maio, são constituídas mais duas empresas,
com sede em Albufeira e Olhão;
1928
Depois de Setúbal, a marca passa a ser produzida
em Matosinhos, em instalações precárias;
1931
Em Dezembro, o ministro das Finanças, António
de Oliveira Salazar, publica um diagnóstico sobre
a indústria conserveira;
1946
Em Abril, a Ramirez inicia a construção da
nova fábrica de Matosinhos;
1959
Emílio Ramirez adquire uma unidade produtiva em Peniche;
1968
Desaparecem as armações de pesca do atum.
A última grande companha é realizada em Tavira;
1972
Surgem as latas de conservas de abertura fácil, com
argola, uma estreia mundial da Ramirez;
1992
Renovação da imagem e do logo-símbolo
da marca;
1996
Escassez de matéria-prima leva fábrica de
Vila Real de Santo António a fechar;
2003
A marca e a empresa comemoram 150 anos de actividade;
2005
Adopta as cores da bandeira nacional nas suas latas para
vincar a origem portuguesa;
2009
Cria um Centro de Nutrição, em parceria com
a Universidade do Porto
In
Correio da Manhã- 23 Agosto 2009
Levaram
volante de Smart
Roubo
de “profissionais” a automóvel em Matosinhos
Ao
entrar dentro do carro preparava-se para meter a chave na
ignição quando percebeu que o volante tinha
desaparecido. Para Vítor Maganinho, de 38 anos, não
há dúvidas que o roubo ao seu Smart, anteontem
em Matosinhos, foi obra de profissionais.
"Falei com um polícia e com pessoal do stand
que me disseram que estas situações têm-se
repetido com frequência. Quando entrei no carro não
dei por nada, a porta nem sequer estava forçada.
Só quando ia arrancar é que me apercebi",
disse ao CM. Segundo a vítima, o valor do volante
pode atingir os mil euros. "Acho estranho haver tantos
à venda na internet."
In
Expresso - 21 Agosto 2009
Edições
de autor e lançamentos de independentes vingam na
"rentrée" discográfica
A
"rentrée" da edição de música
portuguesa faz-se, nos próximos meses, com algumas
dezenas de lançamentos, grande parte deles protagonizados
por editoras independentes e por artistas que arriscam por
conta própria.
São
os casos de Paulo Furtado, que sob o signo de Legendary
Tigerman lançará em Setembro o álbum
"Femina", e de Minta, projecto de Francisca Cortesão,
que gravou por conta e risco o álbum "Minta
& The Brook Trout", a sair em Outubro.
Os
Dead Combo editam também, em nome próprio,
no próximo Outono o primeiro álbum ao vivo,
gravado no Hot Clube de Portugal, e os Blind Zero arriscam
avançar sem editora para o lançamento de "Luna
Park".
Pela
editora de David Ferreira sairá em Outubro o segundo
álbum de solos do pianista António Pinho Vargas.
Com o selo da Enchufada estrear-se-ão os Orelha Negra,
colectivo de músicos portugueses em torno de uma
fusão sonora de várias culturas musicais.
Da
profícua etiqueta independente Flor Caveira sairão
entre Setembro e Outubro um novo álbum de Samuel
Úria e o registo de estreia de Diabo na Cruz, liderado
por Jorge Cruz.
"Coração
Pneumático" é o título do segundo
álbum dos Mikado Lab, do baterista Marco Franco,
a ser apresentado a 05 de Setembro, e para os próximos
meses espera-se um novo registo de Sharyar Mazgani.
Prontos
a editar na próxima semana, estão os segundos
álbuns dos La La La Ressonance ("Outdoor")
e dos Ölga ("La Resistance").
Sem
data está o novo registo dos Gaiteiros de Lisboa,
que conta com a participação de Sérgio
Godinho e Ana Bacalhau, dos Deolinda.
A
Clean Feed, a mais internacional das editoras portuguesas
de jazz, prepara-se para lançar novo álbum
do pianista Júlio Resende, um registo ao vivo de
Zé Eduardo, a "jazzar" no Convento dos
Capuchos, e de Bernardo Sassetti com o trio do acordeonista
Will Holshouser.
A
Difference aposta no fado de Ana Laíns, em "Vida",
e em colectâneas sobre divas do fado, enquanto a Movieplay
recupera repertório com a colecção
"Os fados da Alvorada".
Todos
eles são, a título de exemplo, registos que
nuns casos complementam, noutros preenchem espaços
vazios no mercado discográfico português, em
paralelo ao trabalho das maiores editoras discográficas,
como a EMI, a Universal ou a iPlay.
Dez
anos depois da morte, Amália Rodrigues é recordada
pela Valentim de Carvalho com a edição, totalmente
remasterizada, do álbum "Com que voz".
Raul
Solnado, recentemente falecido, será homenageado
pela iPlay com o lançamento de uma caixa, ainda sem
data definida, com gravações de cinquenta
anos de trabalho na comédia e representação.
David
Fonseca edita novo álbum pela Universal só
em Outubro mas já deu a conhecer um dos temas, "A
cry 4 love".
Apesar
de não avançar data, é este ano ainda
que Pedro Abrunhosa vai editar o sucessor de "Luz",
do qual se conhece o tema "Fazer o que ainda não
foi feito", gravado com um novo naipe de músicos,
os Komité Kaviar.
O
fim do Verão traz, pela mão da EMI, um novo
projecto de música electrónica - Teratron
- conduzido por dois músicos portugueses conhecidos
mas que, por enquanto, não querem dar a cara. É
a música que prevalece, dizem.
Inspirado
pelos Beatles, Jorge Palma e Rui Veloso, estreia-se em Setembro
João Só e Abandonados, com um álbum
de rock em português.
A
iPlay lança em Outubro o álbum "Fados
de Amor e Pecado", de João Gil para a voz de
Ana Sofia Varela, e em Novembro "Pássaro Cego",
de Manuel Paulo, com a cantora cabo-verdiana Nancy Vieira.
Ambos têm a assinatura de João Monge nas composições.
De
Leça da Palmeira e Matosinhos regressa em Setembro
o hip hop dos Mundo Secreto, com o um novo álbum,
homónimo.
Pela
Farol, sairão em breve um novo álbum de originais
de José Cid e também "Fados de Amor e
Raiva", de Jorge Fernando, com Ana Moura, o rapper
Sam the Kid e o cantor italiano Lucio Dalla.
Susana
Félix, Viviane, Mafalda Arnauth e Luanda Cozetti
juntam-se em "Rua da Saudade", um disco de tributo
a José Carlos Ary dos Santos, com o selo da Farol.
In
JN - 20 Agosto 2009
Símbolo
no boletim de voto não é para todos
Independentes
são identificados apenas por um número romano.
Narciso contestou e juiz deu-lhe razão
Os
candidatos independentes às Câmaras não
têm direito a apresentar o símbolo que os identifica
no boletim de voto. A lei manda que seja sorteado um número
romano. Narciso Miranda contestou e o tribunal deu-lhe razão.
Ao
contrário dos partidos políticos, os candidatos
independentes às autarquias locais não têm
o símbolo que os identifica junto ao quadrado onde
se coloca o "X" no boletim de voto. A Lei Orgânica
nº1/2001 de 14 de Agosto determina que, para os grupos
de cidadãos eleitores, se sorteie um número
romano, de I a XX. O que não facilita a vida a quem
vai votar, sobretudo, a analfabetos.
Na
passada segunda-feira, último dia para entrega das
listas às autárquicas, deu entrada no Tribunal
de Matosinhos um requerimento da candidatura de Narciso
Miranda a questionar a constitucionalidade da lei que trata
de forma diferente os independentes e os partidos no boletim
de voto.
Anteontem,
na hora do sorteio do número romano a atribuir à
única candidatura independente em Matosinhos, a juiz
analisou o requerimento e decidiu deferi-lo. Segundo consta
da acta afixada ontem à tarde no tribunal, os mandatários
das candidaturas do PS e da CDU manifestaram-se contra o
deferimento. A decisão do Tribunal de Matosinhos
é irrecorrível, tal como refere a legislação
em vigor (ler caixa).
No
auto de sorteio afixado, a juiz entende que impossibilitar
os grupos de cidadãos de serem identificados por
símbolos próprios "constituiria uma violação
ao princípio da igualdade relativamente às
candidaturas dos partidos políticos e das coligações".
O
símbolo no boletim de voto é mais uma dificuldade
que, por força da lei de 2001, os independentes têm
de enfrentar no processo eleitoral. Conforme o JN noticiou
recentemente, as candidaturas independentes são forçadas
a pagar IVA nas suas campanhas enquanto que os partidos
políticos estão isentos.
Sobre
esta questão, a Comissão Nacional de Eleições
(CNE) admitiu que a lei que obriga os independentes a suportar
o IVA põe em causa a igualdade de candidaturas. O
parecer da CNE surgiu em resposta a um pedido de esclarecimento
apresentado por Narciso Miranda. O autarca pediu ao provedor
de Justiça que considere a lei inconstitucional.
Mas
as dificuldades não ficam por aqui. Para formalizarem
uma candidatura a uma autarquia, os independentes têm
de recolher mais assinaturas do que para formar um partido
político.
Veja-se
o caso de Matosinhos: as candidaturas independentes implicam
a apresentação de 12369 assinaturas. Para
requerer a inscrição de um partido são
necessárias 7500 assinaturas de cidadãos eleitores,
diz a Lei dos Partidos Políticos.
In
Expresso - 19 Agosto 2009
Investimento
de 50 milhões de euros, publico e privado, na requalificação
da orla costeira
O
presidente da Câmara Municipal de Matosinhos destacou
hoje a existência de um programa que ascende a cerca
de 50 milhões de euros na requalificação
da orla costeira do concelho.
O
programa, segundo disse, compreende um vasto conjunto de
obras, umas financiadas pelo QREN (Quadro de Referência
Estratégico Nacional) e outras de carácter
particular, entre novas vias, parques de estacionamento,
equipamentos e um passadiço ao longo das praias locais.
Guilherme
Pinto deu estas informações durante uma visita
que o presidente da Comissão de Coordenação
e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), Carlos Lage,
efectuou a algumas dessas obras.
"Graças
ao investimento da autarquia, comparticipado pelo QREN,
temos nesta orla costeira uma renovação quase
completa dos equipamentos de praia", referiu o autarca.
Guilherme
Pinto frisou que alguns empresários particulares
estão a acompanhar a autarquia neste esforço,
tendo mencionado como "bom exemplo" o restaurante
que abriu na Praia da Quebrada, agora também servida
por um novo aparcamento automóvel.
O
investimento privado ao longo do litoral norte de Matosinhos
ascende, segundo o autarca, aos 10 milhões de euros,
que se juntam aos cerca de 20 milhões de euros de
investimentos que a Câmara fez e está a fazer
e mais 10 milhões na requalificação
da marginal de Leça da Palmeira.
Segundo
Guilherme Pinto, "falta apenas concluir um parque de
estacionamento na zona do Cabo do Mundo, frente à
refinaria da Petrogal, que, por razões que têm
a ver com a tranquilidade da época balnear, se entendeu
começar após esta acabar".
O
responsável autárquico revelou que agora há
sete parques de estacionamento e 12 quilómetros de
passadiço em 16 praias, nove das quais distinguidas,
este ano, com a bandeira azul.
"A
orla costeira de Matosinhos conheceu, graças ao apoio
do QREN, uma revolução total, que no próximo
ano se vai completar quando estiver executada a Via Atlântica
que também já tem financiamento do QREN",
acrescentou.
A
Via Atlântica, orçada em 10 milhões
de euros, é uma estrada marginal, entre o extremo
norte da refinaria da Petrogal e Angeiras, na freguesia
de Lavra, cuja construção começará
em Outubro.
Carlos
Lage explicou que a sua visita a estas obras em Matosinhos
teve como única preocupação "verificar
a progressão da execução do investimentos,
questão que é para a CCDRN verdadeiramente
essencial".
"Matosinhos
é um dos municípios que tem sabido conquistar
mais financiamento de índole comunitária para
o seu espaço municipal", realçou o presidente
da Comissão de Coordenação Norte.
In
Correio da Manhã- 13 Agosto 2009
Matosinhos:
Agentes da Polícia Municipal revoltados
Acusam
Câmara de dívida
Os
agentes da Polícia Municipal (PM) de Matosinhos queixam-se
de não receber o pagamento das horas extraordinárias
há seis meses. A dívida chega, em alguns casos,
a cerca de mil euros e está a gerar revolta no efectivo
policial. Contactado pelo CM, o comandante da Protecção
Civil, Salgado Rosa, desmente a acusação e
diz que apenas os subsídios de fim de Março
e Maio estão em débito, mas ressalva que o
é "a pedido dos próprios agentes, devido
aos descontos mensais que fazem".
A
versão dos polícias municipais é bem
diferente. "Desde Fevereiro que não nos pagam.
A justificação que nos deram foi a de que
com a mudança de lei, que entrou em vigor em Janeiro
de 2009, é necessário lançar os mapas
do pessoal, no início do ano, e que isso não
foi feito", disse um agente da PM.
As
fontes ouvidas pelo CM afirmam que o conflito entre os agentes
e a hierarquia se agravou na passada segunda-feira, quando
numa reunião com o coordenador-principal da PM, António
Gil Vaz, o problema foi colocado.
"A
resposta fez-se em tom de ameaça. Disse-nos que se
levantássemos muitas ondas, ficaríamos sem
subsídio de turno, o que representa 25 por cento
do vencimento. Para os agentes mais novos, que ganham muito
mal, é uma forma de pressão muito grande",
revelou a fonte. "Sentimo-nos descriminados",
acrescentou.
O
comandante Salgado Rosa responde com surpresa. "Não
temos problema em pagar, como nunca tivemos. Estou muito
surpreendido com essas acusações porque foi
a pedido deles que não pagámos ao ser alertados
para a sobrecarga fiscal", salientou. Ao que apurámos
há já agentes que estão a negar fazer
horas extraordinárias, o que está a gerar
complicações a quem faz o escalonamento do
pessoal.
PORMENORES
46
ELEMENTOS
O
efectivo da PM de Matosinhos é de 46 elementos.
FERIADOS
Os
agentes queixam-se ainda de discriminação
pelo facto de o trabalho em dia de feriado não ser
pago a 200% e de não terem direito a um dia de folga.
SERVIÇOS
IMPORTANTES
Salgado
Rosa diz que não há recusas a fazer horas
extraordinárias. "Eles até pedem, porque
é uma forma subir os ordenados baixos."
COMANDANTE
Salgado
Rosa, enquanto ex- comandante da PM do Porto, foi testemunha
no julgamento do autarca Nuno Cardoso.
In
JN - 14 Agosto 2009
Homenagem
a Daniela Mercury
Daniela
Mercury foi ontem, quinta-feira ao final da tarde, homenageada
na Junta de Freguesia de Perafita. A cantora brasileira
recebeu o obelisco da Memória, símbolo da
localidade, numa cerimónia simples, pautada pela
boa disposição.
Com
muitas pessoas a assistir a um momento "especial",
como o descreveu o presidente da Junta de Freguesia de Perafita,
Rui Lopes, o discurso da homenageada pautou-se pela relação
cultural que existe entre Portugal e Brasil, salientando
nutrir "um afecto grande pelos portugueses".
Em
fase de lançamento do novo trabalho, "Canibália",
a cantora veio a Portugal, onde actuou na noite de ontem
na Praia da Memória, em Perafita, Matosinhos. Relativamente
ao novo álbum, a cantora salientou a mistura de tendências
musicais, assim como um dueto com Carmen Miranda e uma versão
particular de uma canção de Sara Tavares,
"One love" .
Daniela
Mercury destacou a relação especial que mantém
com as pessoas que a apoiam, dizendo que tenta "ficar
o mais próxima possível" das mesmas.
A
cantora ainda cantarolou algumas notas da sua música
"Canto da cidade", lançando, desta forma,
o concerto que viria a realizar à noite: "Espero
que o meu canto seja da cor dessa cidade".
A
brasileira enalteceu ainda o facto de se sentir "filha
de Portugal duas vezes": por um lado, o Brasil é
um país com raízes portugueses e, por outro,
a baiana é "descendente de uma família
portuguesa".
O
galardão recebido pela intérprete simboliza
o desembarque de D. Pedro IV e suas tropas, na Praia da
Memória, em 1832, para lutar contra a monarquia absolutista
que se havia instalado em Portugal e Rui Lopes lançou
o paralelismo com a chegada da cantora brasileira ao mesmo
local.
In
Visão - 10 Agosto 2009
Narciso
Miranda reuniu mais 7,637 assinaturas do que as exigidas
Narciso
Miranda reuniu 18.976 assinaturas para formalizar a sua
candidatura independente à Câmara de Matosinhos,
mais 7.637 do que as exigíveis, disse hoje à
Lusa o próprio candidato.
"Conseguimos
mais 73 por cento do que as assinaturas necessárias
para a Câmara e Assembleia Municipal e mais 54 por
cento, em média, para as freguesias", sublinhou
Narciso Miranda.
O
candidato salientou que, ao verificar, hoje de madrugada,
que o número de assinaturas "tinha ultrapassado
muito as previsões", o staff de candidatura
"abriu a primeira garrafa de champanhe".
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