| Câmara
pede 4,4 milhões para liquidar facturas
A Câmara
Municipal de Matosinhos volta a recorrer à banca
para resolver dificuldades de tesouraria. Em Fevereiro passado,
contratualizou uma linha de crédito de cinco milhões
de euros. Desta vez, vai pedir 4,4 milhões.
Trata-se
de um empréstimo de curto prazos para liquidar facturas
e outras despesas mensais. O objectivo, de acordo com a
informação prestada pela Divisão de
Gestão Financeira e Controlo Orçamental da
Autarquia, é "optimizar a gestão de tesouraria
e tentar minimizar os efeitos de eventuais atrasos na arrecadação
de receitas municipais". Os serviços municipais
acreditam que poderá haver demora na disponibilização
das comparticipações devidas de fundos comunitários
e nas transferências do Orçamento de Estado,
sobretudo nos primeiros seis meses do próximo ano.
Aliás,
na mesma informação a que o JN teve acesso,
essa circunstância é sublinhada. "Considero
prudente recorrer a um empréstimo de curto prazo
[de 4,4 milhões de euros] para fazer face a dificuldades
de tesouraria que poderão ocorrer essencialmente
durante o primeiro semestre de 2010". No passado dia
10, a capacidade de endividamento bancário de curto
prazo do Município ascendia a 4,43 milhões.
Por
ordem do vice-presidente, os serviços financeiros
da Autarquia já consultaram seis instituições
bancárias, com vista a contratualizar esse crédito.
Apenas cinco responderam, considerando-se a proposta da
Caixa Geral de Depósitos como a mais favorável.
Assim, o Executivo analisa, depois de amanhã à
tarde, essa contratualização. Porém,
a decisão final cabe aos deputados da Assembleia
Municipal.
Recorde-se
que, em Fevereiro deste ano, o Município pediu um
empréstimo de curto prazo de cinco milhões
de euros com igual motivação. Ou seja, para
colmatar dificuldades de tesouraria em pagar os salários,
outras despesas mensais e facturas durante o primeiro semestre
de 2009.
Então,
a directora do Departamento Financeiro lembrava que as receitas
da prestação inicial do Imposto Municipal
de Imóveis (IMI) só chegava em Maio aos cofres
camarários. Até ao passado dia 10 deste mês,
a Câmara arrecadou 54,31 milhões de euros.
O IMI é a principal fatia do bolo das receitas no
valor superior a 19,95 milhões. Do Orçamento
de Estado para este ano, chegaram 14,76 milhões,
enquanto a receita da derrama totaliza 10,16 milhões.
A
vereação terá, depois de amanhã,
duas reuniões. A primeira, marcada para as 14.30
horas, será pública. A segunda terá
lugar às 17 horas à porta fechada. E é
nessa sessão extraordinária que o Executivo
apreciará a contratualização do crédito
de 4,4 milhões de euros e o Plano e Orçamento
da Câmara para o próximo ano.
In
JN - 20/12/09
PCP
diz que JP Sá Couto viola direitos dos trabalhadores
O PCP
pediu hoje uma fiscalização do ministério
do Trabalho à empresa JP Sá Couto, onde afirma
existir violação dos direitos dos trabalhadores,
através de despedimentos e recurso a mão-de-obra
temporária para a montagem dos computadores Magalhães.
Numa
pergunta dirigida ao ministério de Helena André,
hoje entregue no Parlamento, o PCP considera existir uma
"situação absolutamente escandalosa naquilo
que é a menina dos olhos de ouro deste governo e
deste primeiro-ministro ao nível do relançamento
da economia em Portugal".
De
acordo com a bancada comunista, a empresa JP Sá Couto
teve um aumento de 3 300 por cento nas vendas do primeiro
trimestre de 2009 e obteve receitas de 450 milhões
de euros previstas neste ano, devido ao monopólio
na produção dos portáteis Magalhães,
tendo ainda recebido um terreno da Câmara de Matosinhos
para "aumentar a capacidade instalada e promover o
emprego".
Apesar
dos apoios cedidos pelo Governo e pelo poder local e das
exportações que realiza, "um pouco agenciadas
pela influência comercial do senhor primeiro-ministro",
esta empresa "viola, sucessivamente, os direitos dos
seus trabalhadores", diz o PCP.
Segundo
o deputado comunista Honório Novo, a JP Sá
Couto começou por contratar 160 trabalhadores "completamente
precários" a empresas de mão-de-obra
temporária, que tem vindo a despedir ao longo deste
ano, restando agora cerca de 50 a 60 funcionários.
Se
os Magalhães "representam um tipo de trabalho
permanente", o deputado comunista pergunta "porque
é que estão lá a trabalhar pessoas
neste regime quase escravo".
"Uma
empresa paradigmática ao nível nacional e
internacional, por influência do governo, era preciso
que fosse alvo de uma fiscalização e de uma
intervenção que permitisse ao país
perceber o que se passa", defendeu Honório Novo.
Na
pergunta, o PCP quer saber se o ministério de Trabalho
vai tomar medidas para "garantir o cumprimento da lei
e o reconhecimento dos direitos destes trabalhadores".
In
Destak/Lusa 18/12/09
Morreu
mulher baleada pelo ex-marido
A mulher baleada pelo ex-marido, na noite da passada quinta
feira, e abandonada em Vila do Conde morreu ontem de manhã
no hospital de S. João, no Porto, onde se encontrava
internada em estado de morte cerebral.
Paula
Joaquina , de 42 anos, residente em Matosinhos, tinha sido
atingida com um tiro na cabeça pelo ex-marido, António
Mesquita, de 47 anos, que acabaria por pôr termo à
vida com a mesma arma. O seu corpo foi encontrado junto
ao carro, nas imediações da Exponor, em Matosinhos.
O
homem estava proibido de aproximar-se da ex-mulher por ordem
do tribunal, na sequência de problemas de violência
doméstica, mas terá convencido Paula Joaquina
a encontrar-se com ele, alegando boas intenções
e a vontade de resolver assuntos pendentes da separação,
designadamente quanto à custódia dos filhos.
Tudo não passou de uma armadilha.
In
JN 13/12/09
Mulher
agredida pelo marido, que se suicidou,
em estado "muito, muito reservado"
A
mulher violentamente agredida hoje de madrugada pelo ex-marido,
que depois se suicidou, na zona de Matosinhos, encontra-se
internada no Hospital de S. João, do Porto, em estado
"muito, muito reservado", disse fonte hospitalar.
A mulher, de 42 anos, natural de S. Mamede Infesta e residente
em Matosinhos, deu entrada no serviço de Urgência
do S. João, às 00:51, com ferimentos na bacia,
coluna e crânio. A mesma fonte não adiantou
se os ferimentos foram causados por balas ou por agressões
de outro tipo.
Ao
que o PÚBLICO conseguiu apurar junto do local de
residência do marido, o casal encontrava-se separado
há um ano e em processo de divórcio litigioso.
Segundo os vizinhos, poderá ter sido a proibição
imposta pela mulher aos filhos de estes falarem com o pai
que levou a este desfecho.
Fonte
da PSP revelou que o filho mais velho do casal terá
tentado saber o paradeiro da mãe quando esta tardava
em regressar a casa. Durante um telefonema, o jovem de 20
anos terá ouvido a mãe a discutir com o seu
pai. O outro filho do casal tem 14 anos.
Este
incidente teve lugar ao final da noite de ontem, quando
o homem terá, alegadamente, ido esperar a ex-mulher
ao trabalho. Pouco depois terá cometido o crime,
abandonando a mulher na berma de uma estrada de Lavra, no
concelho de Matosinhos. Consumado o crime, o homem de 48
anos ter-se-á deslocado para Matosinhos, junto à
Exponor, onde tirou a sua própria vida.
A
investigação está neste momento a cargo
da Polícia Judiciária do Porto.
In
Público 10/12/09
Autarcas
querem convencer ministro a suspender portagens na A28
O
ministro das Obras Públicas vai receber em audiência,
na próxima segunda-feira, a Plataforma do Entendimento,
criada pelos autarcas de Viana do Castelo, Esposende, Matosinhos,
Póvoa de Varzim e Vila do Conde para tentar travar
a introdução de portagens na Scut (via sem
custos para o utilizador) do Norte Litoral. Apesar de António
Mendonça já ter dado como resolvida esta questão,
o lobby autárquico, liderado pelo presidente socialista
de Viana do Castelo, "aconselha ponderação",
até porque "o movimento começa a ganhar
lastro".
Actualmente, são já 15 as autarquias da região
que integram a plataforma, com as adesões do município
da Maia e dos nove concelhos que constituem a Comunidade
Intermunicipal do Minho-Lima.
Na
reunião, os autarcas irão apresentar estudos
que contrariam o relatório encomendado em Outubro
de 2006 pelo ministério, para sustentar a cobrança
de portagens.
Os
municípios vão tentar desmontar os três
critérios em que assenta esse documento, a começar
pela inexistência de alternativa viária à
A28, apresentando-se a Estrada Nacional nº 13 cheia
de constrangimentos, das rotundas aos semáforos,
além de certos troços não permitirem
a circulação de pesados, como é o caso
da ponte de Fão, em Esposende. Outra das razões
prende-se com os índices de desenvolvimento da região,
inferior à média nacional. O índice
do poder de compra per capita do Norte situa-se abaixo dos
80 por cento e o PIB per capita regional abaixo dos 90 por
cento".
De
resto, a auto-estrada, para além de ligar os concelhos
de Viana do Castelo, Esposende, Póvoa de Varzim,
Vila do Conde e Matosinhos ao Porto, permite o acesso à
actividade económica e social dos concelhos do Alto
Minho e a articulação com a rede de estradas
nacionais. Os nove concelhos do distrito de Viana, Ponte
de Lima, Caminha, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Vila
Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Valença, Monção
e Melgaço, para além da distância ao
Porto (custo acrescido das despesas e tempo para as actividades
económicas), serão fortemente penalizados
com a introdução de portagens, que irão,
segundo os autarcas, agravar a falta de coesão nacional.
In Público 10/12/09
Leroy
Merlin cria 700 novos postos de trabalho
Multinacional
vai abrir mais quatro espaços comerciais, duplicando
o número de lojas em Portugal
A
abertura das quatro novas lojas da multinacional francesa
de bricolage Leroy Merlin vai permitir a criação
de cerca de 700 postos de trabalho em Portugal até
ao final de 2010.
As
novas lojas - duas em Lisboa (Alfragide, Amadora) e duas
no Porto (Maia e Matosinhos) - representam um investimento
de 60 milhões de euros, informou a multinacional.
A
primeira a abrir, que resulta da ampliação
da já existente, foi a loja de Alfragide, na sexta--feira
passada, que tem agora uma área de oito mil metros
quadrados. Na segunda-feira será a da Amadora, construída
de raiz junto ao Dolce Vita Tejo.
A
inauguração das lojas da Maia e de Matosinhos
está marcada para início de 2010.
In
DN Bolsa - 04/12/2009
125
Anos do Clube de Leça em Livro
Estará
disponível nas livrarias durante esta semana o livro
Clube de Leça, 125 Anos, da autoria de António
Ramalho de Almeida.
O
livro insere-se nas comemorações dos 125 anos
de vida do Clube e tem por objectivo perpetuar a memória
de uma instituição cultural e social de elevado
prestígio a nível nacional. Pelo Clube de
Leça passaram figuras incontornáveis da arte
e da cultura nacionais, como António Nobre, Óscar
da Silva, Guilhermina Suggia, João Villaret, Pedro
Homem de Melo, só para citar alguns.
Instituição de referência, o Clube de
Leça, foi fundado no reinado de D. Luís I.
Assistiu à queda da Monarquia e à implantação
da República. Superou os difíceis anos das
1 e 2 Guerras Mundiais. Assistiu à implantação
do Estado Novo, à revolução do 25 de
Abril e continua a existir com grande dinamismo no século
XXI.
Nas palavras de Gonçalo Correia da Silva, presidente
da direcção, "... comemorar 125 anos
é honrar o passado, perspectivando o futuro. Nós,
no presente, somos a fonte entre o passado e o futuro...
não sendo de todo habitual uma instituição
com as características da nossa celebrar 125 anos
de existência". Ainda nas palavras de Gonçalo
Correia da Silva "A longevidade do Clube tornou-se
possível graças ao trabalho e dedicação
de muitas pessoas, de muitos sócios e dirigentes,
de entre os quais três figuras ímpares desses
125 anos de História: o Dr. José Domingues
de Oliveira, Conde de Leça e Dr. António Rocha
Leite.
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