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FOI NOTÍCIA EM: JULHO | AGOSTO
 

Serralves fragmentada


O novo pólo do Museu de Serralves em Matosinhos, ganho pelo atelier nipónico SANAA, em concurso internacional, será "um edifício vibrante". A afirmação chega-nos do próprio atelier, coordenado por Kazuyo Sejima e Ryue Nishizaw, que projectou o edifício multifuncional de apoio à fundação portuense com Museu de Arte Contemporânea projectado por Siza Vieira.

A inovação formal e tipológica é uma das linhas da obra arquitectónica destes arquitectos, para quem é importante que os edifícios assumam uma identidade própria, capaz de aliar contemporaneidade e entendimento das pré-existências. Para o pólo de Matosinhos, o programa foi determinante, uma vez que "convida a uma nova tipologia, a uma instituição que escape a uma típica classificação, e por isso, a uma arquitectura típica". Simultaneamente, o projecto "respeita a tradição de Serralves de providenciar um espaço de reunião onde as pessoas se possam encontrar e trocar ideias", refere o SANAA, que para efeitos de concurso se associou ao atelier Correia e Ragazzi, sediado no Porto.

A forma encontrada para resolver a identidade exigida por ambas as partes recorre à ideia de colagem, i.e., da conjugação de partes distintas para formarem um todo, que é o edifício. Assim, o projecto é composto por uma série de volumes individuais, cada um com o seu próprio carácter, dimensão e programa. A materialização destes elementos varia de um volume semi-aberto ao exterior até uma torre de cinco pisos de altura, completamente climatizada.

Esta fragmentação é amenizada pelos materiais escolhidos, vidro, metal e outros materiais reflectores e transparentes, que esbatem as relações público/privado ou dentro/ /fora.

O Jardim de Serralves do Porto, essencial na vivência do Museu de Arte Contemporânea, foi introduzido em Matosinhos, embora reinterpretado pela dupla japonesa. Assim, ao invés de ser um espaço exterior e descoberto, foi trazido para o interior do novo pólo. À semelhança de ondas, compõe-se de uma mancha verde que se insinua entre os espaços cons- truídos, sendo interrompida nas zonas públicas, como o café e restaurante. Qual metáfora, este jardim sugerido ajuda a estabelecer "um espaço intersticial vibrante, onde os utilizadores poderão encontrar-se,os programas emergir e a afinidade entre diferentes aspectos da instituição ficar tangíveis". Vinte anos após a constituição da Fundação de Serralves e dez após a construção do Museu de Arte Contemporânea, o novo pólo de Matosinhos rompe com a corrente de pensamento arquitectónico conhecida como "Escola do Porto" e aponta novas direcções para a arquitectura, não apenas nacional. Porque, conforme sintetiza o SANAA, "o edifício não é tanto arquitectura programada, mas um dialogado e orientado processo, que incorpora o existente e providencia espaço para o novo".

In: DN Artes - 27/09/09

 


Hotel virado para a praia de Leça
terá ginásio e SPA


Parque de estacionamento dá lugar a unidade de quatro estrelas com 74 quartos

Em frente à Praia de Leça, em Leça da Palmeira, o hotel de quatro estrelas que vai nascer terá SPA e ginásio. Um investimento de quatro milhões de euros que ajudará a diminuir o déficehoteleiro do concelho.

O edifício será construído no terreno que tem servido de estacionamento ao restaurante "Viveiros da Mauritânia", à face da Avenida da Liberdade. A parcela com vistas de mar e com cerca de 2600 metros quadrados pertencia ao Município, mas foi permutada por um terreno contíguo do promotor Turisleça - Turismo e Gestão Hoteleira. A permuta foi aprovada em sessão camarária em Julho e a escritura dos terrenos será formalizada na próxima semana.

O projecto do hotel, que representa um investimento de quatro milhões de euros, já foi aprovado pela Autarquia. "Está pronto a ser executado", adiantou Guilherme Pinto, presidente da Câmara de Matosinhos.

Trata-se de uma construção de 10 mil metros quadrados (sete mil para o hotel e três mil para o SPA), distribuída por cinco pisos acima do solo e dois subterrâneos.

A unidade hoteleira contará com 74 quartos (71 duplos, dois triplos e uma suite, dos quais um está preparado para pessoas com mobilidade condicionada), num total de 152 camas. Um número que contribuirá para diminuir o déficit hoteleiro do concelho de Matosinhos e da Área Metropolitana do Porto. "Neste momento, toda a região tem déficit hoteleiro. Houve nos últimos anos um aumento significativo do turismo devido à instalação das low cost [companhias aéreas de baixo custo]", constatou Guilherme Pinto.

Além da componente SPA, até agora inexistente em Matosinhos, o hotel contará com um ginásio, com um acesso ao exterior e uma ligação directa ao interior da unidade hoteleira.

O "Health Club" será composto por três ginásios, uma sala de musculação/cardiofitness e duas piscinas. Dispõe ainda de um "business center" que integra uma sala de reuniões com 130 metros quadrados.

Nos pisos subterrâneos vai ficar o parque de estacionamento, num total de 43 lugares. No exterior, estão previstos mais 11 lugares.


In JN - 21/09/09

 


 

Ikea factura mais de 21 mil milhões

Grupo bate recorde em tempo de crise

O grupo sueco de mobiliário Ikea bateu um novo recorde de vendas, em altura de crise, ao facturar 21,5 mil milhões de euros nos 12 meses terminados em Agosto.

Numa altura em que as economias desenvolvidas atravessam a mais severa recessão desde a Guerra Mundial, o grupo Ikea registou um aumento de 1,4% nas vendas, por comparação com o período homólogo, de Agosto de 2007 a Agosto de 2008, altura em que as mesmas caíram 7% face ao ano anterior.

O novo administrador executivo, Mikael Ohlsson, frisou que «tem sido um ano desafiante», no qual foram necessárias adaptações «às alterações das condições do mercado».

Citado pela BBC, o responsável admitiu que o grupo sabe que muitos dos seus clientes «têm menos dinheiro para gastar», motivo pelo qual o conceito de baixo custo «se tornou ainda mais relevante».

A Ikea emprega mais de 120 mil pessoas e conta com 267 lojas em 25 países e 34 outros pontos de venda em regime de «franchising». Em Portugal o grupo conta com duas lojas - Alfragide e Matosinhos. O plano de expansão nacional prevê a criação de sete lojas até 2015.


In Fábrica de Conteúdos - 17/09/09

 


"Existem águas residuais
a correr a céu aberto nesta Freguesia"

 

O alerta foi dado por um morador da Rua Vila Franca, Freguesia de Leça da Palmeira: "Em pleno Século XXI, ainda correm, pelas ruas, águas residuais a céu aberto".

O JM acompanhou, na quinta-feira da passada semana, o candidato pela Coligação "Matosinhos Merece Melhor", Abel Soares, numa visita que serviu para conhecer o "sub-mundo" leceiro. Junto à Quinta de Santiago, a um hotel de quatro estrelas e a grandes prédios residenciais, um "riacho" de mau cheiro e cor amarelada que tem vindo a perturbar o sossego e a qualidade de vida dos moradores.

Aristídes da Silva, leceiro, decidiu, depois de uma vida de trabalho que percorreu vários pontos do globo, instalar-se na Rua Vila Franca, onde remodelou uma casa de família com a intenção de aproveitar os dias de reforma e criar os netos que estariam para vir. Há cerca de cinco anos, por iniciativa própria, ligou o saneamento de sua casa à rede pública que, à época, era controlada pelos SMAS. A obra custou-lhe 3.190 euros, que pagou em seis prestações e que, apesar de avultada, não o faz sentir-se arrependido. A melhoria de qualidade de vida era, contou-nos, "muito grande".
No entanto, desde há algum tempo, Aristídes da Silva, a esposa, e o neto, de onze meses, que o casal acolhe todos os dias porque os filhos estão a trabalhar, têm de conviver com o mau cheiro que o "riacho" provoca, mesmo à porta da residência. É que, conforme nos explicou, os vizinhos que foram viver para a casa, abaixo da dele, não fizeram ligação do saneamento à rede pública e a passagem destas águas a céu aberto provoca acumulação de insectos, entre outros problemas "no mínimo incómodos".

"Desconheço se os meus vizinhos já tentaram melhorar esta situação. Não tenho nada contra ninguém, mas esta situação não é aceitável. É à Câmara e à Junta de Freguesia que peço responsabilidades", disse Aristídes da Silva, recordando que, em 2005 quando das eleições autárquicas, numa habitual arruada, os candidatos do actual executivo da Junta passar pela Rua Vila Franca... "Fizeram ouvidos moucos aos apelos da minha esposa e, depois, quando andaram aqui, recentemente, a gastar 932 mil euros na requalificação da Quinta de Santiago, também não ligaram ne-nhuma a este problema", completou, já apontando o dedo à autarquia matosinhense.

Para o candidato do PSD/CDS-PP, a situa-ção é reveladora do "sub-mundo" que "ainda existe em Leça da Palmeira". Abel Soares juntou, a esta artéria leceira, exemplos de situa-ções idênticas no Corpo Santo, Rua de Santana, entre outras.
"Esta é uma rua com bastante movimento, onde várias pessoas procuram praticar desporto, onde muitos turistas e famílias passeiam... Mas existem outros casos. O saneamento foi uma bandeira do PS e do sr. Narciso Miranda nos últimos mandatos. Bem sei que a Junta de Freguesia tem poucos poderes, mas o poder reivindicativo é a sua principal arma. O presidente da Junta tem de estar atento a estas situações", defende o candidato.

Abel Soares afirmou, por fim, não compreender porque existem "dois pesos e duas medidas": "Alguns moradores, são obrigados a pagar, a suas expensas, a ligação à rede pública. Outros, não. E os primeiros acabam por não usufruir do investimento feito porque convivem com os lixos e águas dos outros", concluiu.
Junto ao "riacho", moradores e candidato tentaram verificar onde ia parar a água que penetra no solo, no final da Rua Vila Franca, já muito próximo do jardim do Hotel Holiday Inn. Perante uma água amarelada repleta de mosquitos e sob um cheiro nauseabundo, tempo para um último desabafo: "Hoje nem está muito sol. Quando está muito quente, é impossível fazer este percurso. É muito triste, para os leceiros, estrangeiros a ver a nossa
terra de mapa numa mão e lenço na outra, a tapar o nariz".

In Jornal Matosinhos 10/09/09


 

Aviões mudam-se para a Maia
e tentam salvar espectáculo

Organização espera realizar treinos no Douro esta manhã
e cumprir as corridas a partir das 14 horas

O nevoeiro voltou, ontem, sexta-feira, a fazer mossa na Red Bull Air Race e os pilotos não puderam treinar. Apesar de a organização enfatizar que o regulamento prevê todas a situações, nada poderá fazer para garantir o espectáculo que seria proporcionado pelos 14 aviões em prova (um concorrente foi excluído por irregularidades técnicas).

Segundo a organização, em 2005, numa corrida realizada numa cidade inglesa, os pilotos não puderam descolar no domingo (devido a ventos da ordem dos 80 quilómetros e a chuva torrencial), mas, como haviam efectuado as provas de qualificação, foi possível estabelecer uma classificação. "Bastará, por isso, que os pilotos completem uma das sessões de qualificação para que possamos estabelecer um pódio", sublinhou a organização.

Se as más condições meteorológicas persistirem, impedindo os pilotos de voar, a prova é cancelada.

Ontem, os 14 aviões levantaram voo do Queimódromo, no Porto (um dos aparelhos ficou em terra devido a problema técnicos) e dirigiram-se para o Aeródromo Vila de Luz, na Maia.

E é dali que os pilotos descolarão hoje, tentando evitar o nevoeiro que se tem feito sentir junto ao mar (no local da prova o céu esteve limpo praticamente durante todo o dia) e que chega à ponte da Arrábida.

Devido a estes imprevistos, a organização previu para esta manhã, às 10 horas, uma sessão de treinoslivres, uma vez que há quatro pjlotos estreantes, que não tiveram oportunidade de reconhecer o percurso.

O restante programa estabelecido para hoje mantém-se, estando previstas, ao longo do dia, diversas exibições da Força Aérea Portuguesa e dos helicópteros dos Rotores de Portugal. Se o tempo permitir, as provas de qualificação decorrerão entre as 14.30 e as 15.15 horas e entre as 15.30 e as 16.15 horas.

A organização tinha reservado uma hora (entre as 17.45 e as 18.45 horas) para o público visitar o aeroporto instalado no Queimódromo, mas os aviões poderão ficar em Vilar de Luz.

E o desânimo estava, ontem, bem patente nas largas dezenas de pessoas que se aglomeravam do lado de fora do Queimódromo, esperando ver as espectaculares descolagens e aterragens. Nas margens do Douro, a esperança só morreu bem perto das 18 horas, quando o nevoeiro "chegou" à ponte Luís I.

In JN - 12/09/09


Linha de Leixões totalmente remodelada
até final de 2011

 

A linha ferroviária de passageiros de Leixões, inaugurada hoje, ficará totalmente remodelada até final de 2011 e as novas estações da Arroteia (Efacec) e Hospital S. João serão construídas até Junho, anunciou a secretária de Estado dos Transportes.
"Até final de 2011 o plano total de remodelação da linha tem de estar a funcionar", afirmou Ana Paula Vitorino na cerimónia de inauguração do novo serviço de passageiros da Linha de Leixões, que atravessa os concelhos de Matosinhos, Maia e Valongo e, durante a próxima semana funcionará gratuitamente para cativar utentes.

Esta linha ferroviária, uma das mais antigas do País, deixou de transportar passageiros em 1966, servindo desde então apenas para o transporte de mercadorias.

Inicialmente ligará Ermesinde e Leça do Balio (com paragens em São Gemil e São Mamede de Infesta), mas futuramente será estendida até Leixões, ligando por comboio Matosinhos à Linha do Minho.

Segundo a secretária de Estado, apesar de o projecto só ficar concluído em 2011, foi decidido "avançar de imediato" com o processo de construção da nova estação do Hospital de S. João (apostando na intermodalidade com a Linha Amarela do Metro ali existente e a paragem de autocarros da STCP) e a remodelação do apeadeiro da Arroteia (Efacec), para servir a população ali residente e os trabalhadores da Efacec. "Depois, até final de 2011, a linha irá ao Senhor de Matosinhos, com a construção da Estação Intermodal de Leixões", acrescentou, salientando já ter dado "instruções e cobertura legal à Refer para prosseguir com todos os trabalhos necessários" nesse sentido.

Conforme recordou o presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, a reactivação do serviço de passageiros da Linha de Leixões vinha sendo reivindicada "há muitos e longos anos" pela autarquia, "com unanimidade de todas as forças políticas".

"Quando a linha estiver concluída vai ter um grande impacto na capacidade da região para se promover do ponto de vista turístico, porque atravessa zonas muito interessantes do ponto de vista paisagístico". Para Ana Paula Vitorino, os 500.000 euros até agora investidos na Linha de Leixões são um valor "completamente marginal face aos benefícios que dele advêm".

"O que está em causa no sistema de transportes, particularmente no ferroviário, não é apenas uma análise financeira, porque esta não tem em conta a equidade no acesso ao território, que é uma questão de democracia e liberdade", sustentou.

Em declarações aos jornalistas à margem da inauguração, a secretária de Estado respondeu às críticas da Câmara da Maia, que em comunicado se congratulou com a recuperação da linha, mas lamentou "não ver ainda contempladas as reivindicações de criação das estações da Levadinha/Casa do Alto, da Caverneira e do Meilão, locais de forte aglomerado populacional". Garantindo nunca ter sido contactada pela autarquia da Maia nesse sentido, Ana Paula Vitorino afirmou que, caso se justifique, serão criadas novas estações ao longo da Linha de Leixões, mas sem comprometer a viabilidade do tempo de trajecto.

Relativamente às críticas do autarca maiato, Bragança Fernandes, por "uma vez mais sido escolhido o concelho de Matosinhos", "em detrimento da Maia ou Valongo", para a inauguração da linha, a secretária de Estado afirmou que era "uma questão de justiça", já que todo o processo foi dinamizado por Guilherme Pinto.


Outros números relativos ao projecto:

-Estações de passageiros na primeira fase: quatro.

-Oferta em dias úteis: dois comboios por hora e por sentido em horas de ponta e um comboio em cada sentido no restante horário. 55 combóios/dia.

-Oferta aos fins-de-semana: um comboio por hora e por sentido. 35 combóios/dia.

-Duração da viagem: 16 minutos no trajecto Ermesinde-Leça do Balio e 24 minutos no percurso Ermesinde-Leixões.

-Comboios de mercadorias que usam diariamente a linha: 12.

-Velocidade máxima de circulação: 90 quilómetros horários.

-Investimento: 6,4 milhões de euros em material circulante, 0,4 milhões em equipamentos e 340 mil/ano em pessoal.

-Extensão da ferrovia: total 19 quilómetros em via única; usável para transporte de passageiros na primeira fase, 10,6 quilómetros.

Diário Digital / Lusa / DN - 09/09/2009

 


Roubou computador a crianças,
mas a família devolveu-o

 

Um homem de 18 anos foi detido pelo crime de roubo à mão armada efectuado esta segunda-feira em Matosinhos.

«Entrando encapuzado numa instituição pública frequentada por jovens, onde naquele momento se encontravam três menores - de 15, 14 e 8 anos de idade -, ameaçou os presentes com uma arma de fogo e apropriou-se de um computador portátil de propriedade de um deles», diz a PJ em comunicado.

O pai de um dos menores ainda perseguiu o assaltante, mas este conseguiu fugir até à sua própria casa: «Manteve-se ausente até agora, apesar do computador subtraído ter sido restituído ao proprietário por uma sua familiar próxima.»

O detido, contra o qual pendem outras investigações criminais, vai ser presente a interrogatório judicial para aplicação das medidas de coacção tidas por adequadas.


In Diario IOL - 09/09/2009

 


Excrementos de gaivotas
podem contagiar seres humanos


Um estudo liderado por investigadores da Universidade do Porto revelou que os excrementos das gaivotas que frequentam a orla costeira do Porto e Matosinhos são portadores de bactérias multi-resistentes aos antibióticos e que podem contagiar seres humanos, noticia a Lusa.

A equipa de investigadores do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) alertou, em comunicado, para um «eventual problema de saúde pública», avançando que existe um «perigo real de contágio humano». O ICBAS encontrou também, noutros estudos, aves de rapina com bactérias resistentes aos antibióticos. O instituto garante, no entanto, que as aves de rapina não têm «níveis tão densos e preocupantes» como as gaivotas.

Relativamente aos excrementos de gaivotas, o ICBAS obteve como resultado «mais surpreendente» a enorme quantidade e «diversidade de estirpes "E. coli" multi-resistentes, relativamente às quais a maioria dos 20 antimicrobianos testados» foi completamente ineficaz.

De acordo com os investigadores, o contágio humano pode acontecer por contacto ambiental e posterior ingestão, mas também através do contacto com águas dos rios e mares para onde são largados efluentes de esgotos ou de Estações de Tratamento de Águas Residuais.

No estudo, os investigadores alertam para a necessidade de se usar os antibióticos de forma «prudente», assim como para o facto de ser preciso aplicar um tratamento eficaz aos efluentes urbanos, «de maneira a minimizar a dispersão ambiental de bactérias resistentes aos antibióticos».

A população de gaivotas que reside no litoral do Porto e Matosinhos é «minoritária», afirmou um dos investigadores à Lusa. A maioria das aves migra sazonalmente, para procriar, para as costas atlânticas da Alemanha e Escandinávia.

In Diario IOL - 07/09/2009


Freguesia de Matosinhos
vai ter ludoteca nocturna gratuita

Espaço poderá receber perto de 40 crianças

A Junta de Freguesia de Matosinhos inaugura amanhã uma ludoteca nocturna gratuita com capacidade para acolher perto de 40 crianças, entre os seis meses e os dez anos.

Esta iniciativa, que o presidente da autarquia, António Parada, considerou inédita e inovadora a nível nacional, visa prevenir e evitar situações penalizadoras para as crianças, nomeadamente abandonos pontuais por involuntário desleixo ou desatenção dos seus pais.

Pretende ainda reforçar e consolidar os laços conjugais e, simultaneamente, dinamizar a economia social da freguesia que, com cerca de 50 mil habitantes, é a maior de Matosinhos.

"Hoje as relações familiares são cada vez mais importantes mas o ritmo de vida impossibilita, muitas vezes, a harmonia e o bem-estar dos casais", disse o autarca que salientou, também, a importante ajuda económica para o concelho que esta medida vai significar.

"Vamos seguramente atrair a Matosinhos muita gente que poderá assim, com qualidade, desfrutar da excelência dos nosso estabelecimentos de restauração e lazer", disse.

Com suporte alimentar, também gratuito, a ludoteca destina-se a crianças entre os seis meses e os dez anos e vai funcionar, numa fase inicial, às sextas-feiras e sábados entre as 20 e as 24 horas.

Com apoio de uma técnica social, uma auxiliar de educação, um clínico geral e duas enfermeiras, a ludoteca nocturna da Junta de Freguesia de Matosinhos pode acolher cerca de 40 crianças diariamente.
A infraestrutura não se destina exclusivamente aos moradores de Matosinhos estando aberta a acolher crianças de qualquer origem, designadamente os filhos dos potenciais clientes das centenas de estabelecimentos de restauração locais.

A ludoteca nocturna, situada a poucas centenas de metros da estação de metros da Câmara de Matosinhos e de várias paragens de autocarros, tem acesso directo através de automóvel.
Inicialmente prevista para ser uma creche nocturna a infraestrutura vai acabar por abrir como ludoteca porque a autarquia matosinhense não obteve, ainda, as autorizações legais necessárias ao seu funcionamento.

Notícia corrigida pela Lusa às 15h01

In Público - 03/09/2009


 
 
   
 
 
 

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