| Serralves
fragmentada

O novo
pólo do Museu de Serralves em Matosinhos, ganho pelo
atelier nipónico SANAA, em concurso internacional,
será "um edifício vibrante". A afirmação
chega-nos do próprio atelier, coordenado por Kazuyo
Sejima e Ryue Nishizaw, que projectou o edifício
multifuncional de apoio à fundação
portuense com Museu de Arte Contemporânea projectado
por Siza Vieira.
A
inovação formal e tipológica é
uma das linhas da obra arquitectónica destes arquitectos,
para quem é importante que os edifícios assumam
uma identidade própria, capaz de aliar contemporaneidade
e entendimento das pré-existências. Para o
pólo de Matosinhos, o programa foi determinante,
uma vez que "convida a uma nova tipologia, a uma instituição
que escape a uma típica classificação,
e por isso, a uma arquitectura típica". Simultaneamente,
o projecto "respeita a tradição de Serralves
de providenciar um espaço de reunião onde
as pessoas se possam encontrar e trocar ideias", refere
o SANAA, que para efeitos de concurso se associou ao atelier
Correia e Ragazzi, sediado no Porto.
A
forma encontrada para resolver a identidade exigida por
ambas as partes recorre à ideia de colagem, i.e.,
da conjugação de partes distintas para formarem
um todo, que é o edifício. Assim, o projecto
é composto por uma série de volumes individuais,
cada um com o seu próprio carácter, dimensão
e programa. A materialização destes elementos
varia de um volume semi-aberto ao exterior até uma
torre de cinco pisos de altura, completamente climatizada.
Esta
fragmentação é amenizada pelos materiais
escolhidos, vidro, metal e outros materiais reflectores
e transparentes, que esbatem as relações público/privado
ou dentro/ /fora.
O
Jardim de Serralves do Porto, essencial na vivência
do Museu de Arte Contemporânea, foi introduzido em
Matosinhos, embora reinterpretado pela dupla japonesa. Assim,
ao invés de ser um espaço exterior e descoberto,
foi trazido para o interior do novo pólo. À
semelhança de ondas, compõe-se de uma mancha
verde que se insinua entre os espaços cons- truídos,
sendo interrompida nas zonas públicas, como o café
e restaurante. Qual metáfora, este jardim sugerido
ajuda a estabelecer "um espaço intersticial
vibrante, onde os utilizadores poderão encontrar-se,os
programas emergir e a afinidade entre diferentes aspectos
da instituição ficar tangíveis".
Vinte anos após a constituição da Fundação
de Serralves e dez após a construção
do Museu de Arte Contemporânea, o novo pólo
de Matosinhos rompe com a corrente de pensamento arquitectónico
conhecida como "Escola do Porto" e aponta novas
direcções para a arquitectura, não
apenas nacional. Porque, conforme sintetiza o SANAA, "o
edifício não é tanto arquitectura programada,
mas um dialogado e orientado processo, que incorpora o existente
e providencia espaço para o novo".
In:
DN Artes - 27/09/09

Hotel
virado para a praia de Leça
terá ginásio e SPA
Parque de estacionamento dá lugar a unidade
de quatro estrelas com 74 quartos
Em
frente à Praia de Leça, em Leça da
Palmeira, o hotel de quatro estrelas que vai nascer terá
SPA e ginásio. Um investimento de quatro milhões
de euros que ajudará a diminuir o déficehoteleiro
do concelho.
O
edifício será construído no terreno
que tem servido de estacionamento ao restaurante "Viveiros
da Mauritânia", à face da Avenida da Liberdade.
A parcela com vistas de mar e com cerca de 2600 metros quadrados
pertencia ao Município, mas foi permutada por um
terreno contíguo do promotor Turisleça - Turismo
e Gestão Hoteleira. A permuta foi aprovada em sessão
camarária em Julho e a escritura dos terrenos será
formalizada na próxima semana.
O
projecto do hotel, que representa um investimento de quatro
milhões de euros, já foi aprovado pela Autarquia.
"Está pronto a ser executado", adiantou
Guilherme Pinto, presidente da Câmara de Matosinhos.
Trata-se
de uma construção de 10 mil metros quadrados
(sete mil para o hotel e três mil para o SPA), distribuída
por cinco pisos acima do solo e dois subterrâneos.
A
unidade hoteleira contará com 74 quartos (71 duplos,
dois triplos e uma suite, dos quais um está preparado
para pessoas com mobilidade condicionada), num total de
152 camas. Um número que contribuirá para
diminuir o déficit hoteleiro do concelho de Matosinhos
e da Área Metropolitana do Porto. "Neste momento,
toda a região tem déficit hoteleiro. Houve
nos últimos anos um aumento significativo do turismo
devido à instalação das low cost [companhias
aéreas de baixo custo]", constatou Guilherme
Pinto.
Além
da componente SPA, até agora inexistente em Matosinhos,
o hotel contará com um ginásio, com um acesso
ao exterior e uma ligação directa ao interior
da unidade hoteleira.
O
"Health Club" será composto por três
ginásios, uma sala de musculação/cardiofitness
e duas piscinas. Dispõe ainda de um "business
center" que integra uma sala de reuniões com
130 metros quadrados.
Nos
pisos subterrâneos vai ficar o parque de estacionamento,
num total de 43 lugares. No exterior, estão previstos
mais 11 lugares.
In JN - 21/09/09

Ikea
factura mais de 21 mil milhões
Grupo
bate recorde em tempo de crise
O
grupo sueco de mobiliário Ikea bateu um novo recorde
de vendas, em altura de crise, ao facturar 21,5 mil milhões
de euros nos 12 meses terminados em Agosto.
Numa
altura em que as economias desenvolvidas atravessam a mais
severa recessão desde a Guerra Mundial, o grupo Ikea
registou um aumento de 1,4% nas vendas, por comparação
com o período homólogo, de Agosto de 2007
a Agosto de 2008, altura em que as mesmas caíram
7% face ao ano anterior.
O
novo administrador executivo, Mikael Ohlsson, frisou que
«tem sido um ano desafiante», no qual foram
necessárias adaptações «às
alterações das condições do
mercado».
Citado
pela BBC, o responsável admitiu que o grupo sabe
que muitos dos seus clientes «têm menos dinheiro
para gastar», motivo pelo qual o conceito de baixo
custo «se tornou ainda mais relevante».
A
Ikea emprega mais de 120 mil pessoas e conta com 267 lojas
em 25 países e 34 outros pontos de venda em regime
de «franchising». Em Portugal o grupo conta
com duas lojas - Alfragide e Matosinhos. O plano de expansão
nacional prevê a criação de sete lojas
até 2015.
In Fábrica de Conteúdos - 17/09/09

"Existem
águas residuais
a correr a céu aberto nesta Freguesia"
O
alerta foi dado por um morador da Rua Vila Franca, Freguesia
de Leça da Palmeira: "Em pleno Século
XXI, ainda correm, pelas ruas, águas residuais a
céu aberto".
O
JM acompanhou, na quinta-feira da passada semana, o candidato
pela Coligação "Matosinhos Merece Melhor",
Abel Soares, numa visita que serviu para conhecer o "sub-mundo"
leceiro. Junto à Quinta de Santiago, a um hotel de
quatro estrelas e a grandes prédios residenciais,
um "riacho" de mau cheiro e cor amarelada que
tem vindo a perturbar o sossego e a qualidade de vida dos
moradores.
Aristídes
da Silva, leceiro, decidiu, depois de uma vida de trabalho
que percorreu vários pontos do globo, instalar-se
na Rua Vila Franca, onde remodelou uma casa de família
com a intenção de aproveitar os dias de reforma
e criar os netos que estariam para vir. Há cerca
de cinco anos, por iniciativa própria, ligou o saneamento
de sua casa à rede pública que, à época,
era controlada pelos SMAS. A obra custou-lhe 3.190 euros,
que pagou em seis prestações e que, apesar
de avultada, não o faz sentir-se arrependido. A melhoria
de qualidade de vida era, contou-nos, "muito grande".
No entanto, desde há algum tempo, Aristídes
da Silva, a esposa, e o neto, de onze meses, que o casal
acolhe todos os dias porque os filhos estão a trabalhar,
têm de conviver com o mau cheiro que o "riacho"
provoca, mesmo à porta da residência. É
que, conforme nos explicou, os vizinhos que foram viver
para a casa, abaixo da dele, não fizeram ligação
do saneamento à rede pública e a passagem
destas águas a céu aberto provoca acumulação
de insectos, entre outros problemas "no mínimo
incómodos".
"Desconheço
se os meus vizinhos já tentaram melhorar esta situação.
Não tenho nada contra ninguém, mas esta situação
não é aceitável. É à
Câmara e à Junta de Freguesia que peço
responsabilidades", disse Aristídes da Silva,
recordando que, em 2005 quando das eleições
autárquicas, numa habitual arruada, os candidatos
do actual executivo da Junta passar pela Rua Vila Franca...
"Fizeram ouvidos moucos aos apelos da minha esposa
e, depois, quando andaram aqui, recentemente, a gastar 932
mil euros na requalificação da Quinta de Santiago,
também não ligaram ne-nhuma a este problema",
completou, já apontando o dedo à autarquia
matosinhense.
Para
o candidato do PSD/CDS-PP, a situa-ção é
reveladora do "sub-mundo" que "ainda existe
em Leça da Palmeira". Abel Soares juntou, a
esta artéria leceira, exemplos de situa-ções
idênticas no Corpo Santo, Rua de Santana, entre outras.
"Esta é uma rua com bastante movimento, onde
várias pessoas procuram praticar desporto, onde muitos
turistas e famílias passeiam... Mas existem outros
casos. O saneamento foi uma bandeira do PS e do sr. Narciso
Miranda nos últimos mandatos. Bem sei que a Junta
de Freguesia tem poucos poderes, mas o poder reivindicativo
é a sua principal arma. O presidente da Junta tem
de estar atento a estas situações", defende
o candidato.
Abel
Soares afirmou, por fim, não compreender porque existem
"dois pesos e duas medidas": "Alguns moradores,
são obrigados a pagar, a suas expensas, a ligação
à rede pública. Outros, não. E os primeiros
acabam por não usufruir do investimento feito porque
convivem com os lixos e águas dos outros", concluiu.
Junto ao "riacho", moradores e candidato tentaram
verificar onde ia parar a água que penetra no solo,
no final da Rua Vila Franca, já muito próximo
do jardim do Hotel Holiday Inn. Perante uma água
amarelada repleta de mosquitos e sob um cheiro nauseabundo,
tempo para um último desabafo: "Hoje nem está
muito sol. Quando está muito quente, é impossível
fazer este percurso. É muito triste, para os leceiros,
estrangeiros a ver a nossa
terra de mapa numa mão e lenço na outra, a
tapar o nariz".
In
Jornal Matosinhos 10/09/09

Aviões
mudam-se para a Maia
e tentam salvar espectáculo
Organização
espera realizar treinos no Douro esta manhã
e cumprir as corridas a partir das 14 horas
O
nevoeiro voltou, ontem, sexta-feira, a fazer mossa na Red
Bull Air Race e os pilotos não puderam treinar. Apesar
de a organização enfatizar que o regulamento
prevê todas a situações, nada poderá
fazer para garantir o espectáculo que seria proporcionado
pelos 14 aviões em prova (um concorrente foi excluído
por irregularidades técnicas).
Segundo
a organização, em 2005, numa corrida realizada
numa cidade inglesa, os pilotos não puderam descolar
no domingo (devido a ventos da ordem dos 80 quilómetros
e a chuva torrencial), mas, como haviam efectuado as provas
de qualificação, foi possível estabelecer
uma classificação. "Bastará, por
isso, que os pilotos completem uma das sessões de
qualificação para que possamos estabelecer
um pódio", sublinhou a organização.
Se
as más condições meteorológicas
persistirem, impedindo os pilotos de voar, a prova é
cancelada.
Ontem,
os 14 aviões levantaram voo do Queimódromo,
no Porto (um dos aparelhos ficou em terra devido a problema
técnicos) e dirigiram-se para o Aeródromo
Vila de Luz, na Maia.
E
é dali que os pilotos descolarão hoje, tentando
evitar o nevoeiro que se tem feito sentir junto ao mar (no
local da prova o céu esteve limpo praticamente durante
todo o dia) e que chega à ponte da Arrábida.
Devido
a estes imprevistos, a organização previu
para esta manhã, às 10 horas, uma sessão
de treinoslivres, uma vez que há quatro pjlotos estreantes,
que não tiveram oportunidade de reconhecer o percurso.
O
restante programa estabelecido para hoje mantém-se,
estando previstas, ao longo do dia, diversas exibições
da Força Aérea Portuguesa e dos helicópteros
dos Rotores de Portugal. Se o tempo permitir, as provas
de qualificação decorrerão entre as
14.30 e as 15.15 horas e entre as 15.30 e as 16.15 horas.
A
organização tinha reservado uma hora (entre
as 17.45 e as 18.45 horas) para o público visitar
o aeroporto instalado no Queimódromo, mas os aviões
poderão ficar em Vilar de Luz.
E
o desânimo estava, ontem, bem patente nas largas dezenas
de pessoas que se aglomeravam do lado de fora do Queimódromo,
esperando ver as espectaculares descolagens e aterragens.
Nas margens do Douro, a esperança só morreu
bem perto das 18 horas, quando o nevoeiro "chegou"
à ponte Luís I.
In
JN - 12/09/09

Linha
de Leixões totalmente remodelada
até final de 2011
A
linha ferroviária de passageiros de Leixões,
inaugurada hoje, ficará totalmente remodelada até
final de 2011 e as novas estações da Arroteia
(Efacec) e Hospital S. João serão construídas
até Junho, anunciou a secretária de Estado
dos Transportes.
"Até final de 2011 o plano total de remodelação
da linha tem de estar a funcionar", afirmou Ana Paula
Vitorino na cerimónia de inauguração
do novo serviço de passageiros da Linha de Leixões,
que atravessa os concelhos de Matosinhos, Maia e Valongo
e, durante a próxima semana funcionará gratuitamente
para cativar utentes.
Esta
linha ferroviária, uma das mais antigas do País,
deixou de transportar passageiros em 1966, servindo desde
então apenas para o transporte de mercadorias.
Inicialmente
ligará Ermesinde e Leça do Balio (com paragens
em São Gemil e São Mamede de Infesta), mas
futuramente será estendida até Leixões,
ligando por comboio Matosinhos à Linha do Minho.
Segundo
a secretária de Estado, apesar de o projecto só
ficar concluído em 2011, foi decidido "avançar
de imediato" com o processo de construção
da nova estação do Hospital de S. João
(apostando na intermodalidade com a Linha Amarela do Metro
ali existente e a paragem de autocarros da STCP) e a remodelação
do apeadeiro da Arroteia (Efacec), para servir a população
ali residente e os trabalhadores da Efacec. "Depois,
até final de 2011, a linha irá ao Senhor de
Matosinhos, com a construção da Estação
Intermodal de Leixões", acrescentou, salientando
já ter dado "instruções e cobertura
legal à Refer para prosseguir com todos os trabalhos
necessários" nesse sentido.
Conforme
recordou o presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme
Pinto, a reactivação do serviço de
passageiros da Linha de Leixões vinha sendo reivindicada
"há muitos e longos anos" pela autarquia,
"com unanimidade de todas as forças políticas".
"Quando
a linha estiver concluída vai ter um grande impacto
na capacidade da região para se promover do ponto
de vista turístico, porque atravessa zonas muito
interessantes do ponto de vista paisagístico".
Para Ana Paula Vitorino, os 500.000 euros até agora
investidos na Linha de Leixões são um valor
"completamente marginal face aos benefícios
que dele advêm".
"O
que está em causa no sistema de transportes, particularmente
no ferroviário, não é apenas uma análise
financeira, porque esta não tem em conta a equidade
no acesso ao território, que é uma questão
de democracia e liberdade", sustentou.
Em
declarações aos jornalistas à margem
da inauguração, a secretária de Estado
respondeu às críticas da Câmara da Maia,
que em comunicado se congratulou com a recuperação
da linha, mas lamentou "não ver ainda contempladas
as reivindicações de criação
das estações da Levadinha/Casa do Alto, da
Caverneira e do Meilão, locais de forte aglomerado
populacional". Garantindo nunca ter sido contactada
pela autarquia da Maia nesse sentido, Ana Paula Vitorino
afirmou que, caso se justifique, serão criadas novas
estações ao longo da Linha de Leixões,
mas sem comprometer a viabilidade do tempo de trajecto.
Relativamente
às críticas do autarca maiato, Bragança
Fernandes, por "uma vez mais sido escolhido o concelho
de Matosinhos", "em detrimento da Maia ou Valongo",
para a inauguração da linha, a secretária
de Estado afirmou que era "uma questão de justiça",
já que todo o processo foi dinamizado por Guilherme
Pinto.
Outros números relativos ao projecto:
-Estações
de passageiros na primeira fase: quatro.
-Oferta
em dias úteis: dois comboios por hora e por sentido
em horas de ponta e um comboio em cada sentido no restante
horário. 55 combóios/dia.
-Oferta
aos fins-de-semana: um comboio por hora e por sentido. 35
combóios/dia.
-Duração
da viagem: 16 minutos no trajecto Ermesinde-Leça
do Balio e 24 minutos no percurso Ermesinde-Leixões.
-Comboios
de mercadorias que usam diariamente a linha: 12.
-Velocidade
máxima de circulação: 90 quilómetros
horários.
-Investimento:
6,4 milhões de euros em material circulante, 0,4
milhões em equipamentos e 340 mil/ano em pessoal.
-Extensão
da ferrovia: total 19 quilómetros em via única;
usável para transporte de passageiros na primeira
fase, 10,6 quilómetros.
Diário
Digital / Lusa / DN - 09/09/2009
Roubou
computador a crianças,
mas a família devolveu-o
Um
homem de 18 anos foi detido pelo crime de roubo à
mão armada efectuado esta segunda-feira em Matosinhos.
«Entrando
encapuzado numa instituição pública
frequentada por jovens, onde naquele momento se encontravam
três menores - de 15, 14 e 8 anos de idade -, ameaçou
os presentes com uma arma de fogo e apropriou-se de um computador
portátil de propriedade de um deles», diz a
PJ em comunicado.
O
pai de um dos menores ainda perseguiu o assaltante, mas
este conseguiu fugir até à sua própria
casa: «Manteve-se ausente até agora, apesar
do computador subtraído ter sido restituído
ao proprietário por uma sua familiar próxima.»
O
detido, contra o qual pendem outras investigações
criminais, vai ser presente a interrogatório judicial
para aplicação das medidas de coacção
tidas por adequadas.
In
Diario IOL - 09/09/2009
Excrementos
de gaivotas
podem contagiar seres humanos
Um estudo
liderado por investigadores da Universidade do Porto revelou
que os excrementos das gaivotas que frequentam a orla costeira
do Porto e Matosinhos são portadores de bactérias
multi-resistentes aos antibióticos e que podem contagiar
seres humanos, noticia a Lusa.
A
equipa de investigadores do Instituto de Ciências
Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) alertou, em comunicado,
para um «eventual problema de saúde pública»,
avançando que existe um «perigo real de contágio
humano». O ICBAS encontrou também, noutros
estudos, aves de rapina com bactérias resistentes
aos antibióticos. O instituto garante, no entanto,
que as aves de rapina não têm «níveis
tão densos e preocupantes» como as gaivotas.
Relativamente
aos excrementos de gaivotas, o ICBAS obteve como resultado
«mais surpreendente» a enorme quantidade e «diversidade
de estirpes "E. coli" multi-resistentes, relativamente
às quais a maioria dos 20 antimicrobianos testados»
foi completamente ineficaz.
De
acordo com os investigadores, o contágio humano pode
acontecer por contacto ambiental e posterior ingestão,
mas também através do contacto com águas
dos rios e mares para onde são largados efluentes
de esgotos ou de Estações de Tratamento de
Águas Residuais.
No
estudo, os investigadores alertam para a necessidade de
se usar os antibióticos de forma «prudente»,
assim como para o facto de ser preciso aplicar um tratamento
eficaz aos efluentes urbanos, «de maneira a minimizar
a dispersão ambiental de bactérias resistentes
aos antibióticos».
A
população de gaivotas que reside no litoral
do Porto e Matosinhos é «minoritária»,
afirmou um dos investigadores à Lusa. A maioria das
aves migra sazonalmente, para procriar, para as costas atlânticas
da Alemanha e Escandinávia.
In
Diario IOL - 07/09/2009

Freguesia
de Matosinhos
vai ter ludoteca nocturna gratuita
Espaço
poderá receber perto de 40 crianças
A
Junta de Freguesia de Matosinhos inaugura amanhã
uma ludoteca nocturna gratuita com capacidade para acolher
perto de 40 crianças, entre os seis meses e os dez
anos.
Esta
iniciativa, que o presidente da autarquia, António
Parada, considerou inédita e inovadora a nível
nacional, visa prevenir e evitar situações
penalizadoras para as crianças, nomeadamente abandonos
pontuais por involuntário desleixo ou desatenção
dos seus pais.
Pretende
ainda reforçar e consolidar os laços conjugais
e, simultaneamente, dinamizar a economia social da freguesia
que, com cerca de 50 mil habitantes, é a maior de
Matosinhos.
"Hoje
as relações familiares são cada vez
mais importantes mas o ritmo de vida impossibilita, muitas
vezes, a harmonia e o bem-estar dos casais", disse
o autarca que salientou, também, a importante ajuda
económica para o concelho que esta medida vai significar.
"Vamos
seguramente atrair a Matosinhos muita gente que poderá
assim, com qualidade, desfrutar da excelência dos
nosso estabelecimentos de restauração e lazer",
disse.
Com
suporte alimentar, também gratuito, a ludoteca destina-se
a crianças entre os seis meses e os dez anos e vai
funcionar, numa fase inicial, às sextas-feiras e
sábados entre as 20 e as 24 horas.
Com
apoio de uma técnica social, uma auxiliar de educação,
um clínico geral e duas enfermeiras, a ludoteca nocturna
da Junta de Freguesia de Matosinhos pode acolher cerca de
40 crianças diariamente.
A infraestrutura não se destina exclusivamente aos
moradores de Matosinhos estando aberta a acolher crianças
de qualquer origem, designadamente os filhos dos potenciais
clientes das centenas de estabelecimentos de restauração
locais.
A
ludoteca nocturna, situada a poucas centenas de metros da
estação de metros da Câmara de Matosinhos
e de várias paragens de autocarros, tem acesso directo
através de automóvel.
Inicialmente prevista para ser uma creche nocturna a infraestrutura
vai acabar por abrir como ludoteca porque a autarquia matosinhense
não obteve, ainda, as autorizações
legais necessárias ao seu funcionamento.
Notícia
corrigida pela Lusa às 15h01
In
Público - 03/09/2009
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